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Pentágono cobra indústria de defesa dos EUA por produção mais rápida de munições
Publicado 09/08/2026 • 18:15 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 09/08/2026 • 18:15 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Pentágono está pressionando a indústria de defesa dos Estados Unidos a acelerar a produção de armas diante da necessidade de recompor os estoques de munições das Forças Armadas. Entre os armamentos envolvidos estão munições utilizadas no conflito em curso com o Irã.
A iniciativa prevê uma aceleração significativa da aquisição e da fabricação de munições. Segundo o Departamento de Defesa, o esforço também faz parte de um processo mais amplo de modernização da defesa americana, iniciado antes do conflito, cinco meses atrás.
A cobrança às empresas foi formalizada em um memorando enviado na quarta-feira (5), por Steve Feinberg, secretário adjunto de Defesa, aos líderes da indústria de defesa. As companhias receberam prazo máximo de 21 dias para apresentar planos que permitam reduzir de forma significativa os prazos de entrega, adotar cronogramas de produção mais rápidos e agressivos ou ampliar a capacidade de fabricação de equipamentos considerados críticos.
No documento, obtido pelo The Washington Post, Feinberg afirmou que ciclos de desenvolvimento que levam anos não são aceitáveis. O secretário adjunto defendeu uma redução drástica dos cronogramas dos programas e uma expansão imediata da capacidade produtiva.
A pressão ocorre em meio à redução dos estoques americanos de interceptores avançados de mísseis. Os combates recentes com o Irã consumiram parte dessas reservas, segundo uma nova análise. O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) avaliou especificamente a situação dos interceptores Patriot e THAAD e apontou que a diminuição dos estoques pode elevar os riscos para tropas americanas caso os combates sejam retomados.
Leia mais: Irã diz que manterá Ormuz fechado até EUA cederem às exigências
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Siga o Times | CNBCDe acordo com a análise, os Estados Unidos e seus aliados no Oriente Médio podem ter de assumir mais riscos para preservar suas capacidades de defesa aérea. Uma das possibilidades seria reduzir a quantidade de interceptores empregados contra drones e mísseis iranianos, o que aumentaria a possibilidade de que alguns deles atravessem as defesas aéreas.
As notícias sobre a situação dos estoques também provocaram uma reação do presidente Donald Trump. Na quinta-feira, dia 6, Trump publicou uma mensagem na Truth Social na qual afirmou que os Estados Unidos possuem grandes quantidades de munições. Ele também declarou que grandes volumes estão sendo fabricados e enviados aos Estados Unidos conforme a necessidade.
No sábado (8), o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou a autenticidade do memorando de Feinberg. Segundo Parnell, o Departamento de Defesa trabalha para ampliar a aquisição de munições e disponibilizar às forças americanas as armas necessárias no ritmo exigido pela ameaça.
Parnell também confirmou que o departamento atuou na semana anterior para acelerar significativamente o processo. Ao mesmo tempo, ressaltou que a iniciativa não foi criada exclusivamente em razão do conflito com o Irã, mas integra um esforço de modernização e reconstrução da base industrial de defesa dos Estados Unidos que já estava em andamento.
O memorando de Feinberg deverá influenciar o orçamento do ano fiscal de 2028, que será encaminhado ao Congresso para financiamento. Segundo Parnell, a medida é compatível com o esforço contínuo do Departamento de Defesa para reconstruir a base industrial de defesa americana.
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