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Petróleo dispara e derruba bolsas europeias após ataques dos Houthis

Publicado 08/10/2026 • 15:00 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • Escalada do petróleo após novos ataques dos Houthis contra a Arábia Saudita pressionou as principais bolsas da Europa nesta quinta-feira (8).
  • Bancos e empresas de tecnologia lideraram as perdas, enquanto ações de petrolíferas avançaram com a valorização da commodity.
  • Ata do BCE reforçou preocupação com a inflação, enquanto a alta dos rendimentos dos títulos soberanos aumentou a pressão sobre os mercados.

As principais bolsas europeias terminaram em queda nesta quinta-feira (8), afetadas pela disparada do petróleo após novos ataques dos Houthis contra a Arábia Saudita. O avanço dos rendimentos dos títulos soberanos e a avaliação do Banco Central Europeu (BCE) de que persistem riscos inflacionários também pesaram sobre os negócios.

A pressão foi mais intensa sobre bancos e empresas de tecnologia, enquanto a valorização das companhias de petróleo ajudou a limitar as perdas em algumas praças. Lisboa foi a exceção entre os principais mercados e terminou em leve alta.

Em Frankfurt, o DAX recuou 1,12%, aos 24.823,05 pontos, enquanto o FTSE MIB, de Milão, perdeu 1,35%, aos 49.297,88 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,78%, e o CAC 40, de Paris, cedeu 0,51%. Londres teve perda mais moderada, de 0,16%, enquanto o PSI 20, de Lisboa, avançou 0,15%. As cotações são preliminares.

BCE reforça alerta sobre inflação

A ata da reunião de setembro mostrou que o BCE considera que os riscos para a inflação permanecem inclinados para cima, diante da persistência do choque energético. O cenário contribuiu para ampliar a cautela dos investidores em uma sessão já marcada pela pressão dos juros.

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Na Alemanha, as exportações caíram 0,8% em agosto, no pior resultado desde novembro de 2025. Para o ING, os números enfraquecem a percepção de resiliência da indústria alemã. Mark Haefele, do UBS Wealth Management, ponderou que uma melhora dos lucros pode amortecer o efeito dos juros elevados sobre as ações.

Entre os bancos, UniCredit caiu 3,2% em Milão, Santander recuou 2,5% em Madri e Société Générale perdeu 2,6% em Paris, em meio à pressão sobre os títulos soberanos.

Tecnologia cai e petrolíferas avançam

A aversão ao risco também atingiu o setor de tecnologia. Infineon cedeu 3,4% e STMicroelectronics perdeu 3,6%, acompanhando a liquidação de ações ligadas à inteligência artificial (IA). A Siemens recuou 2,5% em Frankfurt.

O movimento foi inverso entre as empresas de energia. Com a disparada do petróleo, Shell e BP avançaram 3,6% e 3,8%, respectivamente, em Londres, enquanto a Galp subiu 3,8% em Lisboa, ajudando a sustentar o desempenho positivo da bolsa portuguesa.

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