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Petróleo em alta e tensão geopolítica derrubam bolsas de NY, que acumulam sexta semana negativa
Publicado 27/03/2026 • 18:04 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 27/03/2026 • 18:04 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
As bolsas de Nova York encerraram a sexta-feira (27) em queda e ampliaram as perdas semanais, pressionadas por um ambiente de maior aversão a risco, impulsionado pela alta do petróleo e pelas tensões no Oriente Médio, que reacenderam temores inflacionários.
O Dow Jones caiu 1,73%, aos 45.166,64 pontos, entrando em território de correção, enquanto o S&P 500 recuou 1,67%, aos 6.368,85 pontos, e o Nasdaq perdeu 2,15%, aos 20.948,36 pontos.
No acumulado da semana, o Dow cedeu 0,9%, o S&P 500 recuou 2,2% e o Nasdaq caiu 3,3%, marcando a sexta semana consecutiva de perdas, segundo a CNBC.
As ações de tecnologia lideraram as quedas, afetadas pela perspectiva de juros mais elevados e inflação persistente, em um cenário agravado pela continuidade do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O Nasdaq já havia entrado em correção na sessão anterior.
Entre os destaques negativos, Nvidia (-2,2%), Amazon (-3,95%) e Tesla (-2,8%) recuaram, enquanto a Meta (-4%) ampliou perdas após um revés judicial relacionado a impactos das redes sociais.
Para o analista Elior Manier, da Oanda, a principal força por trás da queda generalizada é a disparada dos preços do petróleo, com o Brent se aproximando de US$ 110 (R$ 578,6) por barril.
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Siga o Times | CNBCO cenário geopolítico se agravou após ataques israelenses a um complexo nuclear de água pesada no Irã, além de bombardeios a instalações industriais, levando o país a prometer retaliação e ampliar as tensões regionais.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, criticou as ações dos Estados Unidos e de Israel, afirmando que elas contradizem declarações de negociação feitas por Donald Trump.
No campo doméstico, dirigentes do Federal Reserve (Fed) reforçaram a preocupação com a inflação. Anna Paulson, do Fed da Filadélfia, disse estar “apreensiva” com a alta de preços, enquanto Thomas Barkin, de Richmond, afirmou que a “neblina econômica” se intensificou.
Dados econômicos também contribuíram para o clima negativo. O índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan ficou abaixo do esperado em março, enquanto as expectativas de inflação avançaram gradualmente, refletindo os impactos da guerra no cenário econômico.
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