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Com petróleo acima de US$ 100, biocombustíveis viram escudo do Brasil, aponta especialista
Publicado 27/03/2026 • 12:29 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 27/03/2026 • 12:29 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O barril do petróleo opera acima dos US$ 100 há quase um mês. O conflito entre Irã e Estados Unidos, sem sinal claro de desescalada, mantém o mercado de energia em estado de alerta global. Para o economista Carlos Henrique, da State Pay, o Brasil está em posição mais confortável do que a maioria dos países para atravessar esse choque, e os biocombustíveis são o principal motivo.
A avaliação coincide com o que a revista britânica The Economist publicou nesta semana, apontando a indústria nacional de biocombustíveis como uma “arma secreta” do país contra a escalada dos preços do petróleo.
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“Quando a gente identifica que o conflito se estende e não há distensão em relação à matéria-prima, países como o Brasil, que possuem biocombustível, tendem a ter uma vantagem competitiva, principalmente na região onde atuam”, afirmou Carlos Henrique em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O especialista destaca o diesel como o ponto mais sensível. O Brasil depende de importação do produto, mas tem margem para ampliar o percentual de biodiesel na mistura e amortecer os efeitos de uma alta prolongada. Essa flexibilidade, segundo ele, é o que diferencia o país em momentos de pressão externa.
O Boletim Focus reflete, ao menos parcialmente, esse amortecimento. A estimativa de inflação para 2026 saiu de menos de 4% antes do acirramento do conflito para 4,17%, variação que fica longe de acompanhar a disparada do barril.
Carlos Henrique explica que o mercado observa, até agora, um conflito que compromete principalmente a logística do petróleo, com atenção especial ao Estreito de Ormuz, e não a produção em si. Enquanto os poços continuam operando, o impacto nos preços internos permanece mais controlado.
O alerta do economista, porém, é preciso. “Se ataques passarem a atingir diretamente a produção, a alternativa dos biocombustíveis teria uma grande mudança de percepção”, disse. Nesse cenário, a vantagem brasileira perderia parte de sua eficácia.
Há um elemento doméstico que Carlos Henrique considera relevante. Com as eleições de 2026 no horizonte, qualquer pressão mais intensa sobre combustíveis ganha peso político imediato. Na avaliação do especialista, o Brasil vai buscar acomodar os efeitos do conflito para que o impacto não chegue com força ao consumidor final.
Sobre a duração da guerra, ele projeta mais cinco ou seis semanas de conflito, no máximo. “A partir daí, a situação perde sentido do ponto de vista econômico e geopolítico. Não observo um fortalecimento claro dos Estados Unidos nem da imagem de Donald Trump com esse conflito se prolongando”, avaliou.
Mesmo que o conflito arrefeça em breve, a normalização do mercado de petróleo não é imediata. Carlos Henrique lembra que países têm reforçado estoques estratégicos de energia e ouro, o que posterga a percepção de escassez e desacelera a queda dos preços após o fim das hostilidades.
Enquanto essa equação se resolve no plano global, o Brasil segue com os biocombustíveis como colchão. Uma posição que o mercado começa a precificar.
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