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Brasil deve conviver com preços de combustíveis mais elevados mesmo com subvenção do diesel, diz especialista
Publicado 06/04/2026 • 22:38 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 06/04/2026 • 22:38 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O risco de desabastecimento global de petróleo pode elevar ainda mais os preços da commodity no mercado internacional, disse Décio Oddone, ex-diretor-geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo), em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele alertou que o impacto da crise no Oriente Médio começará a ser sentido em breve pelos consumidores: “Os navios que saíram do Golfo levam cerca de um mês para chegar aos mercados. Estamos chegando nesse período e vamos começar a ver falta física de petróleo. A expectativa é que tenhamos um aumento de preço e um prêmio de risco que deve permanecer”.
Com o barril do tipo Brent operando na casa dos US$ 110 (aproximadamente R$ 566,50) e projeções que flertam com os US$ 140 (R$ 721,00), o especialista avaliou as medidas de subvenção do governo brasileiro. “O preço é composto pela commodity, margens e tributos. O governo atuou no que lhe compete. Essa medida de buscar reduzir tributos para minimizar o impacto do aumento de preço é positiva”, afirmou.
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Décio Oddone ressaltou que a manutenção da oferta interna depende diretamente do alinhamento com o mercado externo, já que o país importa cerca de 25% do diesel consumido. “A única maneira de garantir suprimento é manter preços minimamente aliados aos internacionais. Se tivermos preços desalinhados, não vai haver importação e corremos risco de falta de produto”, explicou.
Sobre o futuro da produção nacional, o ex-dirigente manifestou preocupação com o esgotamento das reservas atuais e a necessidade de explorar novas fronteiras, como a Margem Equatorial. “Já há previsões de que em meados de 2030 o Brasil volte a ser importador de petróleo se não descobrir novas reservas. É preciso ter um ambiente atraente para investimentos, e a criação de imposto de exportação é muito ruim nesse sentido”.
Por fim, ele analisou a posição estratégica da Petrobras (PETR4) e a necessidade de reposição de ativos para manter o Brasil entre os maiores produtores mundiais. “O Brasil se converteu em um grande exportador, algo inédito na nossa história, mas o pré-sal está dando sinais de esgotamento lá na frente e teremos uma redução da produção se não houver pesquisa de novas fronteiras”, completa.
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