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Petróleo despenca 6% após abertura parcial em Ormuz e avanço nas negociações de paz no Irã
Publicado 20/05/2026 • 17:00 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 20/05/2026 • 17:00 | Atualizado há 3 semanas
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O petróleo fechou em forte queda nesta quarta-feira, 20, em meio a retomada parcial da circulação de navios no Estreito de Ormuz e expectativas por um acordo que pode encerrar a guerra no Oriente Médio. Apesar da baixa, os preços permaneceram próximos de US$ 100. Também no radar, os estoques de barris dos Estados Unidos caíram mais que o previsto.
O petróleo WTI para julho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 5,7% (US$ 5,89), a US$ 98 26 o barril.
Já o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 5,62% (US$ 6,26) a US$ 105,02 o barril.
Registrando baixa desde o início da sessão, a commodity acelerou as perdas após relatos de que superpetroleiros com cerca de 6 milhões de barris de petróleo bruto a bordo cruzaram o Estreito de Ormuz. Outras embarcações comerciais, liberadas pela Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês), também atravessaram a via. Para o Ritterbusch & Associates, os preços do petróleo vão continuar a oscilar, mas a perspectiva ainda é “bullish”, diante de uma “uma grande diferença entre os EUA e o Irã em relação à questão nuclear”.
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Contudo, o BOK Financial afirma que, em meio a movimentação dos preços, o “mercado está antecipando algum tipo de acordo” entre os dois países. A imprensa global relatou nesta quarta que o Paquistão espera concluir a última versão do acordo ainda nos próximos dias, apesar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter renovado ameaças contra os iranianos.
A queda acontece, ainda, apesar da queda de 7,863 milhões de barris nos estoques dos EUA na semana encerrada em 15 de maio, segundo dados do Departamento de Energia (DoE) do país. Analistas previam uma queda de 3 milhões.
No radar, a ata da última decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) apontou que a maioria dos dirigentes vê altas nos juros como necessárias, diante de uma inflação persistente. Na avaliação do FxPro, “juros mais altos podem levar as economias mais próximas à recessão e reduzir a demanda por commodities energéticas”, impedindo que os preços do petróleo subam significativamente.
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