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Choque do petróleo reforça busca por soberania energética, diz especialista
Publicado 27/04/2026 • 15:53 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 27/04/2026 • 15:53 | Atualizado há 1 hora
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O novo choque nos preços do petróleo, com o barril acima de US$ 90, reforça a necessidade de países reduzirem a dependência de combustíveis fósseis e buscarem maior soberania energética, afirmou Marcos Szutan, especialista em transição energética.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Szutan disse que o cenário geopolítico mudou de forma permanente a percepção global sobre o consumo e o fornecimento de energia.
“O vaso está quebrado e os pedaços não vão ser colocados de volta. Os reflexos da guerra no mercado de energia global serão longevos, e os países estão se mobilizando para achar alternativas e diminuir a dependência de combustíveis do Oriente Médio”, afirmou.
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Segundo o especialista, a transição energética ganhou um novo vetor estratégico. Depois da descarbonização e da redução de custos, a segurança no fornecimento passou a ocupar papel central nas decisões de governos e empresas.
“A transição teve um primeiro motor de descarbonização e depois um de custo. Agora, o terceiro motor é a soberania energética, pois as nações estão preocupadas em garantir o fornecimento a despeito de uma situação internacional volátil”, disse.
Na avaliação de Szutan, o Brasil tem uma posição competitiva relevante por já contar com uma matriz energética mais limpa e escala em biocombustíveis. Para ele, o país pode se tornar um ator importante na produção de moléculas de baixo carbono, desde que consiga mobilizar capital para novos projetos.
“O Brasil está do lado certo da história porque tem competitividade e escala. O país já é um grande produtor de biocombustíveis e, se conseguir mobilizar o capital suficiente, será um player fundamental na produção de moléculas de baixo carbono”, afirmou.
Szutan também citou a dependência brasileira da importação de fertilizantes nitrogenados como uma área em que a tecnologia pode reduzir vulnerabilidades. Segundo ele, o país importa cerca de 85% desses insumos, com impacto direto sobre o agronegócio.
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“Existe agora a oportunidade de diminuir essa dependência produzindo o nitrogenado a partir da amônia verde e do hidrogênio, transformando nossas vantagens em produtos de exportação”, disse.
O principal obstáculo, afirmou o especialista, está no financiamento inicial. Projetos ligados à cadeia do hidrogênio exigem grande volume de capital antes de começarem a operar, embora tenham horizonte de longo prazo.
“Os investimentos na cadeia do hidrogênio acontecem pesadamente na frente. A dificuldade é mobilizar os atores para conseguir o funding e o crédito necessários para projetos que devem rodar por 20 anos, mas que exigem capital imediato”, afirmou.
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