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Crise de abastecimento de petróleo vai piorar em abril, alerta AIE
Publicado 01/04/2026 • 09:22 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 01/04/2026 • 09:22 | Atualizado há 1 hora
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Unsplash
Plataforma de petróleo
O próximo mês deve registrar um agravamento da escassez de oferta de petróleo que impulsionou fortemente os preços desde o início da guerra no Irã, segundo o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE).
Em entrevista ao podcast “In Good Company”, apresentado por Nicolai Tangen, CEO da Norges Bank Investment Management, Fatih Birol afirmou que a crise energética desencadeada pela guerra entre Estados Unidos e Irã é a pior da história.
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“O próximo mês, abril, será muito pior do que março”, disse. Ele explicou que, em março, ainda havia navios transportando petróleo e gás que haviam passado pelo Estreito de Ormuz antes do início do conflito.
“Eles ainda estão chegando aos portos, ainda estão trazendo petróleo, energia e outros [produtos]”, afirmou. “Em abril, não haverá nada. A perda de petróleo em abril será o dobro da perda registrada em março. Além disso, há o GNL e outros produtos. Isso vai pressionar a inflação, acredito que reduzirá o crescimento econômico em muitos países, especialmente nas economias emergentes. Em muitos países, o racionamento de energia pode começar em breve.”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira que as forças americanas deixariam o Irã “em duas ou três semanas”, o que provocou uma forte alta nos mercados financeiros.
Ainda assim, Birol afirmou que a guerra, agora em sua quinta semana, já provocou uma escassez mais profunda do que a observada em crises anteriores, como as da década de 1970 e a que se seguiu à invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022.
“Quando você olha para [1973 e 1979], em ambos os casos perdemos cerca de 5 milhões de barris por dia de petróleo. Essas crises levaram à recessão global em muitos países”, disse a Tangen. “Hoje, perdemos 12 milhões de barris por dia — mais do que a soma dessas duas crises do petróleo.”
Ele acrescentou que a perda de oferta de gás decorrente do conflito e do bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial, também supera o volume retirado do mercado quando o fornecimento de gás russo foi interrompido há quatro anos.
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“A crise atual é maior do que todas essas três juntas. Além disso, há diversas commodities vitais, petroquímicos, fertilizantes, enxofre, que são fundamentais para as cadeias globais de suprimento”, afirmou. “Estamos caminhando para uma grande, grande ruptura, a maior da história.”
Birol também afirmou que a AIE avalia uma nova liberação de suas reservas estratégicas de petróleo, à medida que o conflito no Oriente Médio se prolonga.
“Estamos avaliando o mercado diariamente, se não a cada hora, 24 horas por dia, sete dias por semana. Se entendermos que há necessidade, poderemos fazer uma sugestão [de liberar mais reservas]”, disse. “O maior problema hoje é a falta de querosene de aviação e diesel; esses são os principais desafios, e já estamos vendo isso na Ásia. Em breve, em abril ou talvez no início de maio, isso deve chegar à Europa.”
No início deste mês, os 32 países-membros da AIE concordaram em liberar um volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo de seus estoques emergenciais para compensar parte da interrupção da oferta decorrente da guerra no Irã.
“Quando for o momento certo, tomarei a decisão de fazer uma recomendação aos governos”, acrescentou Birol no episódio do podcast divulgado na quinta-feira — mas destacou que uma nova rodada de liberação de reservas não resolveria o problema nos mercados de energia.
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“Isso apenas ajuda a reduzir o impacto, não será uma cura”, explicou. “A solução é reabrir o Estreito de Ormuz. Estamos ganhando tempo, mas não afirmo que a liberação de estoques será a solução.”
Os preços do petróleo dispararam desde que Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, provocando retaliações de Teerã em toda a região do Golfo. Ao longo de março, o Brent , referência global, acumulou alta superior a 60%, marcando o maior ganho mensal desde o início da série histórica, nos anos 1980.
Nas últimas semanas, a AIE divulgou uma lista de recomendações para amenizar os efeitos da crise energética global. Entre elas estão a redução dos limites de velocidade, a adoção do trabalho remoto e a diminuição do uso de fornos a gás.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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