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CNBCPetróleo sobe após novos ataques dos EUA no Irã elevarem temor sobre Ormuz

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Efeito do petróleo na economia deve persistir por semanas mesmo com alívio em tensões

Publicado 01/04/2026 • 09:07 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • O choque do petróleo já começa a contaminar as expectativas para 2026 e reforça o risco de mudanças no cenário de inflação e juros ainda neste ano.
  • Em entrevista ao Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC nesta quarta-feira (1º), Juliana Inhasz, professora de Economia do Insper e representante da Anefac, afirmou que, mesmo com sinais de possível negociação entre Irã e Estados Unidos, a normalização não seria imediata.

O choque do petróleo já começa a contaminar as expectativas para 2026 e reforça o risco de mudanças no cenário de inflação e juros ainda neste ano.

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quarta-feira (1º), Juliana Inhasz, professora de Economia do Insper e representante da Anefac, afirmou que, mesmo com sinais de possível negociação entre Irã e Estados Unidos, a normalização não seria imediata.

Leia também: Petróleo avança 5% em sessão volátil e acumula alta histórica com crise no Ormuz

Segundo a especialista, ainda que um cessar-fogo seja anunciado no curto prazo, hipótese considerada improvável, os efeitos sobre a economia tendem a persistir por semanas. “Existe um tempo para que essa normalização aconteça, porque dependemos que essas rotas sejam acessadas de forma ampla novamente”, disse.

Parte relevante do petróleo global é transportada pelo Estreito de Ormuz, região estratégica que concentra cerca de 20% do fluxo mundial da commodity. Com restrições e incertezas logísticas, parte desse volume tem sido redirecionada para rotas alternativas, mais longas e custosas, o que reduz a oferta disponível e eleva o prêmio de risco.

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Para Inhasz, mesmo que o conflito seja efetivamente contido, o mercado precisaria de ao menos 20 dias a um mês para começar a refletir um cenário de maior estabilidade. “A partir desse período é que começamos a ver os desdobramentos sendo incorporados, por exemplo, na inflação”, afirmou. Ou seja, o impacto não é apenas imediato nos preços do barril, mas também gradual nos indicadores econômicos.

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