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Petróleo

Petróleo despenca com proximidade de acordo entre EUA e Irã e Brent volta a US$ 100; veja gráfico

Publicado 06/05/2026 • 08:22 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • Brent recua 8,2% para US$ 100,84 e WTI cai 9,2% para US$ 92,85 após relato de proximidade de acordo entre EUA e Irã.
  • Memorando de 14 pontos entre Washington e Teerã prevê fim do conflito e abre caminho para negociações nucleares mais amplas.
  • Operação Project Freedom é suspensa por Trump e cerca de 23 mil marinheiros seguem retidos no Golfo Pérsico.
Petróleo despenca com avanço de negociações entre EUA e Irã para encerrar guerra e Brent volta ao patamar de US$ 100

Imagem gerada por inteligência artificial

Petróleo despenca com avanço de negociações entre EUA e Irã para encerrar guerra e Brent volta ao patamar de US$ 100

Os preços do petróleo estão em forte queda nesta quarta-feira (6) após as notícias de que Estados Unidos e Irã estariam próximos de fechar um acordo para encerrar o conflito iniciado em fevereiro. O Brent, referência internacional, recua 9% e volta ao patamar de US$ 100, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) cai 9,2%, no movimento mais agudo das últimas semanas no mercado de commodities.

O contrato com vencimento em julho de 2026 do Brent era negociado a US$ 99,84 por barril às 7h55 (horário de Brasília), enquanto o WTI ficou em US$ 92,85. Ambos os contratos já haviam fechado a sessão anterior em queda superior a 3,9%.


Brent · ICE · US$ por barril

Petróleo: do pré-guerra ao caos no Estreito de Ormuz

De 1º de fevereiro a 6 de maio de 2026. O ataque conjunto de Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro rompe um patamar de US$ 73 por barril e desencadeia o que a Agência Internacional de Energia (IEA) classificou como o maior choque de oferta da história do mercado de petróleo. Sinais de distensão derrubam a cotação 9% nesta quarta-feira.

Pré-conflito (27/fev)

US$ 73,12

Patamar de jan-fev

Pico do período

US$ 126,41

21/abr

Último (6/mai)

US$ 99,00

−9,00% no dia





Brent (US$/b): 71,40 (1/fev) → 73,12 (27/fev) → 81,50 (2/mar) → 100,80 (8/mar) → 122,00 (12/mar) → 86,09 (7/abr, cessar-fogo) → 126,41 (21/abr, pico) → 108,09 (5/mai) → 99,00 (6/mai).

Linha do tempo — eventos no período

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Memorando de 14 pontos entre Washington e Teerã

Segundo o portal Axios, que ouviu dois funcionários americanos e outras duas fontes informadas sobre o tema, a Casa Branca acredita estar próxima de um memorando de entendimento de uma página, com 14 pontos, capaz de pôr fim à guerra e estabelecer um arcabouço para negociações nucleares mais detalhadas.

Os Estados Unidos esperam uma resposta iraniana sobre vários pontos centrais nas próximas 48 horas. Nada foi acordado entre as partes até o momento, mas as fontes afirmaram que essa é a maior aproximação entre Washington e Teerã desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o governo iraniano está "avaliando" a proposta de paz de 14 pontos apresentada por Washington. Mais cedo, o Irã afirmou que só aceitaria um acordo de paz considerado "justo".

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Trump suspende Project Freedom no Estreito de Ormuz

Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em publicação na Truth Social que o país suspenderia temporariamente a operação Project Freedom, esforço militar lançado um dia antes para escoltar embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz. Trump citou o avanço das negociações com o Irã rumo a um acordo final como motivo para a interrupção.

A administração americana informou que cerca de 23 mil marinheiros, em embarcações de 87 países, estavam retidos no Golfo Pérsico após o fechamento de fato do estreito pelo Irã.

Petróleo segue vulnerável a oscilações

Para Warren Patterson, chefe de estratégia em commodities do banco holandês ING, um acordo que normalize o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz é determinante para o reequilíbrio do mercado.

"Cerca de 13 milhões de barris por dia de oferta interrompida estão sendo amplamente compensados por estoques, que claramente declinam rapidamente. Isso deixa o mercado mais vulnerável a cada dia que passa. Estoques mais apertados só vão deixar o mercado de petróleo operando de forma cada vez mais volátil", afirmou em nota.

Nicolo Bocchin, codiretor de renda fixa do Azimut Group, disse à CNBC que a alta dos preços do petróleo e da energia já vinha provocando destruição de demanda em escala global. Mesmo que o estreito seja reaberto, observa o executivo, a normalização do transporte marítimo e dos fluxos comerciais ainda levará "semanas e semanas".

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