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Petróleo

Preços do petróleo disparam com novos ataques dos EUA ao Irã 

Publicado 10/06/2026 • 22:02 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Os preços do petróleo subiram nesta quinta-feira após os Estados Unidos lançarem uma nova rodada de ataques militares contra alvos no Irã.
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Foto: Pixabay

Petróleo dispara após tensão entre EUA e Irã: veja o que pode mudar no seu bolso

Os preços do petróleo avançaram nesta quinta-feira (10) após os Estados Unidos realizarem uma nova série de ataques militares contra o Irã, oque aumentou as preocupações de que a guerra com o país persa possa se prolongar e provocar interrupções mais duradouras no abastecimento global de energia.

Os contratos futuros do petróleo WTI para julho subiam 2,94%, para US$ 92,68 por barril. Já o Brent para entrega em agosto, referência internacional da commodity, avançava 2,52%, para US$ 95,45 por barril.

Em publicação na rede social X (ex-Twitter), o Comando Central dos Estados Unidos informou que forças americanas iniciaram, às 17h15 no horário da Costa Leste, “ataques adicionais de autodefesa contra múltiplos alvos no Irã, por determinação do comandante em chefe”. Segundo os militares, a operação foi realizada “em resposta à agressão contínua e injustificada do Irã”.

A mídia estatal iraniana, por sua vez, informou que Teerã realizou ataques com mísseis e drones contra embarcações americanas que operavam no Estreito de Ormuz.

A nova ofensiva ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, feitas mais cedo, nas quais ele alertou que Washington intensificaria sua resposta militar ao Irã enquanto continua pressionando o país a alcançar um acordo com os americanos.

Apesar da nova escalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã, a consultoria Rystad Energy afirmou nesta quinta-feira que o mercado de petróleo está mais preparado para absorver eventuais interrupções de oferta do que em crises anteriores. A avaliação leva em conta o nível recorde das exportações americanas de petróleo, a desaceleração da demanda chinesa e a existência de rotas alternativas de exportação que reduzem a dependência do Estreito de Ormuz.

Ainda assim, o vice-presidente sênior da consultoria, Jorge Leon, alertou que as chances de um avanço diplomático no curto prazo diminuíram. Segundo ele, os preços do petróleo seguem vulneráveis a fortes oscilações enquanto investidores tentam avaliar se os confrontos permanecerão limitados ou evoluirão para um conflito mais amplo e prolongado.

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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

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