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Petróleo recua 13% na semana, apesar de leve alta no fechamento após eleições nos EUA

Publicado 06/11/2026 • 18:01 | Atualizado há 28 minutos

KEY POINTS

  • Brent e WTI registram leve valorização na sexta-feira, mas acumulam perdas de aproximadamente 13% na semana.
  • Eleições nos EUA e possibilidade de negociações diplomáticas influenciam as perspectivas para o conflito no Oriente Médio.
  • França libera reservas de diesel e Brasil prorroga imposto de exportação de 12% sobre petróleo bruto até dezembro.

Os contratos futuros de petróleo encerraram a sexta-feira (6) com pequenas valorizações, mas acumularam perdas de aproximadamente 13% ao longo da semana. O mercado acompanhou os desdobramentos das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e as possíveis consequências para o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.

Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para janeiro avançou 0,03% (US$ 0,03), fechando a US$ 98,32 (cerca de R$ 540,76) por barril. Já o WTI para dezembro, negociado na Nymex, subiu 0,34% (US$ 0,31), encerrando a sessão a US$ 90,83 (aproximadamente R$ 499,57).

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O resultado eleitoral nos Estados Unidos reforçou as expectativas de que Washington possa buscar alternativas diplomáticas para reduzir as tensões no Oriente Médio. Segundo a XS.com, esse cenário contribuiu para diminuir parte das preocupações com possíveis interrupções no fornecimento de petróleo. Entretanto, a possibilidade de um acordo de paz ainda é considerada incerta e distante.

Conflito mantém pressão sobre o mercado

Apesar das expectativas diplomáticas, os riscos geopolíticos continuam influenciando as negociações. Ataques a embarcações no Golfo Pérsico e a possibilidade de uma nova escalada militar representam ameaças ao transporte internacional de petróleo.

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Nesta sexta-feira, o comandante de um petroleiro que navegava pelo Estreito de Ormuz relatou uma explosão nas proximidades da embarcação, segundo informações da Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO). Em outra frente, o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani, conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre iniciativas para reduzir as tensões regionais, conforme noticiado pela agência Anadolu.

As projeções de oferta e demanda também ajudam a explicar o comportamento dos preços. O JPMorgan estima que a produção mundial tenha superado o consumo em 1,1 milhão de barris por dia (bpd) em setembro, com o excedente chegando a 1,4 milhão de bpd em outubro. O banco também calcula uma redução de 3,3 milhões de bpd na demanda global desde o início do conflito envolvendo o Irã, no fim de fevereiro.

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Diante das incertezas sobre o fornecimento, governos também começaram a recorrer a medidas para proteger seus mercados internos. A França autorizou a liberação de 3,6 milhões de barris de diesel de suas reservas estratégicas, segundo a Reuters.

No Brasil, foi prorrogada até 31 de dezembro a alíquota de 12% do Imposto de Exportação (IE) incidente sobre óleo bruto de petróleo ou minerais betuminosos. A medida busca preservar o abastecimento doméstico em meio às oscilações do mercado internacional.

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