CNBC
petróleo

CNBCPreços do petróleo caem após Vance afirmar que mais de 12 milhões de barris saíram do Estreito de Ormuz

Petróleo

Preços do petróleo caem após Vance afirmar que mais de 12 milhões de barris saíram do Estreito de Ormuz

Publicado 18/06/2026 • 15:07 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Petróleo caiu após declarações de JD Vance sobre aumento do fluxo no Estreito de Ormuz e sinais de retomada parcial das rotas marítimas.
  • Mercado reage ao acordo entre EUA e Irã, que prevê suspensão de bloqueios e passagem de navios por 60 dias na região estratégica.
  • Apesar da queda nos preços (Brent -1,8% e WTI -2%), analistas dizem que a normalização do fluxo ainda é gradual e não resolve o desequilíbrio imediato de oferta.
petróleo

Freepik

Os preços do petróleo caíram nesta quinta-feira depois de declarações do vice-presidente dos EUA, JD Vance, de que mais de 12 milhões de barris em navios-tanque teriam cruzado o Estreito de Ormuz durante a noite.

Segundo ele, esse seria o maior volume registrado desde o início do conflito. Em entrevista coletiva na Casa Branca, Vance afirmou que os dados indicariam uma retomada parcial do fluxo de petróleo na região, embora a CNBC não tenha conseguido confirmar o número imediatamente. Antes da guerra no Irã, cerca de 14 milhões de barris por dia de petróleo e outros 6 milhões de barris de derivados passavam diariamente pelo estreito.

No mercado, os contratos futuros do Brent, referência internacional, caíram 1,8%, para US$ 78,11 o barril por volta das 13h04 em Nova York. Já o WTI recuou cerca de 2%, sendo negociado a US$ 75,27.

Leia mais: Demanda global por petróleo deve atingir 124,1 milhões de bpd em 2050, projeta Opep

A queda ocorre após o presidente Donald Trump assinar, na quarta-feira, um acordo com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian para encerrar o conflito no Oriente Médio. Pelo entendimento, o Irã permitiria a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz sem cobrança de taxas por 60 dias, enquanto os Estados Unidos suspenderiam o bloqueio naval na região.

Vance afirmou ainda que, pela segunda noite seguida, não houve ataques iranianos a embarcações na região. “Até agora, eles estão cumprindo sua parte do compromisso”, disse.

Ele também declarou que, com o avanço do acordo, mais de uma dezena de navios já teria conseguido atravessar o bloqueio naval americano.

Apesar disso, dados da empresa de rastreamento Kpler não mostravam um aumento expressivo no tráfego até a manhã de quinta-feira. Segundo a empresa, três petroleiros sauditas com cerca de 6 milhões de barris foram identificados no Golfo de Omã, enquanto mais de 100 navios (muitos deles petroleiros) costumavam cruzar o estreito diariamente antes do conflito.

Leia mais: Preço do petróleo até R$ 412 é cenário ideal para o Brasil; entenda por quê

Para analistas, a situação ainda está longe de normalizar. “As rotas ainda não foram totalmente liberadas, não há um fluxo em massa”, disse Matt Smith, da Kpler, acrescentando que muitas embarcações seguem cautelosas.

Especialistas do setor também alertam que a reabertura do Estreito de Ormuz não significa, necessariamente, um alívio imediato no mercado global de petróleo. Para Bob McNally, da Rapidan Energy, os efeitos reais devem aparecer mais à frente, quando os dados de oferta e estoques refletirem o impacto da interrupção recente.

Ele descreveu o acordo como uma trégua temporária e afirmou que o mercado ainda carrega um “buraco” de dezenas de milhões de barris presos na região.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Seguir no Google

Leia mais: Opep eleva projeções e prevê demanda global por petróleo em 124 milhões de barris por dia até 2050

Já Amrita Sen, da Energy Aspects, disse que o mercado de petróleo não está reagindo apenas aos fundamentos há meses. Segundo ela, os traders estão mais focados no cenário de reabertura gradual de Ormuz do que nos níveis historicamente baixos de estoques, que normalmente pressionariam os preços para cima.

Mesmo com a expectativa de normalização, a analista avalia que o retorno do fluxo não deve acontecer de forma imediata. “No começo, os navios que estavam parados vão sair, mas voltar ao nível anterior ao conflito vai levar tempo”, afirmou.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

MAIS EM Petróleo