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EXCLUSIVO CNBC: Reino Unido deve priorizar petróleo e gás do Mar do Norte, diz CEO da BP

Publicado 04/08/2026 • 20:04 | Atualizado há 43 minutos

KEY POINTS

  • Reino Unido deve priorizar petróleo e gás do Mar do Norte antes de recorrer a fornecedores estrangeiros.
  • Meg O’Neill espera que o novo governo britânico adote uma posição pragmática sobre a produção local.
  • Executiva também rebateu críticas de Donald Trump sobre os lucros obtidos pelas grandes petroleiras.

O Reino Unido deveria priorizar a produção de petróleo e gás do Mar do Norte antes de recorrer a fornecedores estrangeiros, segundo Meg O’Neill, CEO da British Petroleum (BP). Em entrevista à CNBC, a executiva afirmou que o país continua altamente dependente dos combustíveis fósseis e que o aproveitamento dos recursos domésticos fortalece a segurança energética, gera empregos e amplia a arrecadação.

A CEO reconheceu que os ativos da companhia no Mar do Norte já não disputam investimentos dentro do portfólio global da BP, mas afirmou que a região continua estratégica para o Reino Unido e deve permanecer produtiva por muitos anos. “O Reino Unido obtém 75% de sua energia de combustíveis fósseis hoje, ou seja, petróleo e gás natural. O primeiro barril de petróleo e a primeira molécula de gás natural que consumimos devem vir do Mar do Norte britânico, onde geramos empregos, impostos e impactos positivos”, afirmou.

Antes da entrevista, O’Neill apresentou os resultados trimestrais da companhia. A BP registrou lucro subjacente de US$ 5,7 bilhões (R$ 29,07 bilhões), US$ 2,5 bilhões (R$ 12,75 bilhões) acima do primeiro trimestre. A empresa produziu 2,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia, refinou cerca de 1,5 milhão de barris de petróleo diariamente e reduziu suas obrigações financeiras em US$ 7 bilhões (R$ 35,7 bilhões).

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Produção doméstica

O’Neill afirmou que o Mar do Norte ocupa um papel importante na trajetória da BP há mais de 50 anos, mas reconheceu que a região perdeu espaço na distribuição de capital da empresa.

“É uma bacia excelente, com recursos de petróleo e gás de alta qualidade, mas, quando olhamos para como ela se encaixa em nosso portfólio hoje, simplesmente não compete por capital”, disse.

Apesar disso, a CEO afirmou que outros grupos demonstraram interesse espontâneo pelos ativos e que as operações poderão continuar lucrativas sob o comando de um futuro proprietário.

Segundo O’Neill, cerca de 75% da energia consumida pelo Reino Unido ainda vem de combustíveis fósseis. Por isso, a executiva defende que a demanda doméstica seja atendida inicialmente pela produção britânica.

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“O primeiro barril de petróleo e a primeira molécula de gás natural que consumimos devem vir do Mar do Norte britânico, onde geramos empregos, impostos e impactos positivos”, afirmou.

Empregos no Mar do Norte

A CEO da BP disse esperar que o novo governo britânico encontre uma solução que permita a continuidade da produção regional.

Além dos aproximadamente 1.000 empregos diretos mantidos pela companhia no Mar do Norte, milhares de trabalhadores dependem de empresas menores que prestam serviços à indústria de petróleo e gás, especialmente na região de Aberdeen.

“Não são apenas os 1.000 empregos que a BP tem diretamente no Mar do Norte. São os milhares de empregos que dependem disso”, destacou.

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Para O’Neill, o desenvolvimento dos recursos domésticos pode beneficiar as comunidades locais e reduzir a dependência de energia comprada de outros países. “Espero que haja uma solução pragmática que permita ao Mar do Norte continuar prosperando por décadas”, concluiu.

Críticas de Trump

A executiva também respondeu às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou empresas do setor de petróleo de lucrarem excessivamente durante a alta dos combustíveis.

O’Neill reconheceu o impacto dos preços sobre as famílias, mas afirmou que as cotações são determinadas por um mercado global.

“Entendo perfeitamente a pressão que as famílias comuns sentem quando param no posto para abastecer e se deparam com os preços. A realidade é que produzimos uma commodity global, e os preços do produto que vendemos dependem inteiramente desse valor global”, explicou.

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Segundo ela, a BP procura reduzir os impactos por meio da eficiência de suas operações de produção, refino e distribuição.

A empresa também adaptou suas refinarias para ampliar a produção de querosene de aviação e diesel, produtos cuja oferta está mais restrita do que a de gasolina. “Estamos fazendo tudo o que podemos para levar os produtos aos clientes da forma mais eficiente possível e cumprir nosso papel de tentar conter os preços nas bombas”, concluiu.

Balanço e portfólio

O’Neill afirmou ainda que as obrigações financeiras totais da BP diminuíram US$ 7 bilhões (R$ 35,7 bilhões) em relação ao trimestre anterior.

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A estratégia da companhia inclui fortalecer o balanço, reorganizar o portfólio e concentrar investimentos nos ativos com maior capacidade de gerar retorno aos acionistas.

“Obviamente, ainda há trabalho a fazer. Mas estou otimista de que estamos avançando no ritmo certo e na direção certa. Estamos nos preparando para crescer”, concluiu.

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