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Petróleo sobe ao maior nível em um mês com tensão entre EUA e Irã
Publicado 14/07/2026 • 17:37 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 14/07/2026 • 17:37 | Atualizado há 1 hora
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Foto: Freepik
O petróleo encerrou o pregão desta terça-feira (14) em alta, no maior nível em um mês. A valorização da commodity ocorreu em meio à continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã, embora os ganhos tenham sido limitados após o governo norte-americano cancelar a cobrança de uma taxa sobre embarcações no Estreito de Ormuz.
O mercado também acompanhou possíveis acordos entre Estados Unidos e Iraque relacionados ao setor de petróleo, além da divulgação dos dados de inflação norte-americanos (CPI), que apresentaram resultados melhores do que o esperado.
O petróleo WTI com vencimento em agosto, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), encerrou o dia com alta de 1,53%, avanço de US$ 1,20, a US$ 79,34 por barril. Já o petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 1,72%, com ganho de US$ 1,43, e fechou a sessão a US$ 84,73 por barril.
Leia mais: Ouro avança com dólar mais fraco e busca por proteção em meio a incertezas globais
Durante o pregão, tanto o WTI quanto o Brent atingiram os maiores valores desde 12 de junho.
A commodity registrou forte volatilidade ao longo do dia. Pela manhã, os preços avançaram impulsionados pelas tensões geopolíticas. No início da tarde, porém, o petróleo chegou a operar próximo da estabilidade após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a substituição da cobrança de uma tarifa de 20% sobre embarcações no Estreito de Ormuz por acordos comerciais. Após a queda momentânea, os preços recuperaram parte das perdas e voltaram a subir até o fechamento.
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Siga o Times | CNBCA intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã levou investidores a revisarem rapidamente suas expectativas sobre os riscos de alta no mercado de petróleo. Segundo a Capital Economics, caso o cenário continue em deterioração, a percepção dos investidores sobre os preços da commodity tende a se tornar mais ampla e incerta. A corretora britânica Wealth Club afirmou que o Estreito de Ormuz voltou a representar um ponto crítico de risco, tornando a região uma área de maior atenção para o mercado.
Após uma reunião com o primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, Donald Trump afirmou que pretende firmar acordos relacionados ao petróleo com o país. O presidente norte-americano declarou que os Estados Unidos pretendem retirar grandes volumes de petróleo do Iraque, estabelecer diversos acordos e criar empregos em conjunto com o país.
No cenário econômico dos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) referente a junho apresentou resultado abaixo das expectativas. Os dados reduziram as preocupações relacionadas à inflação e diminuíram as apostas em uma possível alta dos juros norte-americanos já em setembro.
A Capital Economics também destacou que as importações chinesas de petróleo continuaram em queda em junho, com a redução das compras da China permanecendo como um fator de atenção para o mercado.
Leia mais: Mercados reagem à inflação nos EUA: dólar cai para R$ 5,07 e Ibovespa se recupera
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