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Petróleo sobe quase 3% com novas ameaças no Oriente Médio e Brent supera US$ 90
Publicado 17/08/2026 • 16:56 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 17/08/2026 • 16:56 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O petróleo avançou quase 3% nesta segunda-feira (17), com a intensificação dos temores de uma nova escalada das tensões no Oriente Médio levando o Brent novamente acima dos US$ 90 por barril.
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para outubro subiu 2,65% (US$ 2,35), a US$ 90,87 por barril (R$ 472,52). Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para setembro avançou 2,55% (US$ 2,10), para US$ 84,50 por barril (R$ 439,40).
O movimento dos preços ocorreu em meio ao encerramento, nesta segunda-feira, do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã. Autoridades iranianas voltaram a afirmar que uma retomada dependerá das atitudes dos americanos e reiteraram que estão “prontas para agir” diante de eventuais ataques de Washington ou de Israel.
As declarações vieram depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a afirmar que o principal objetivo americano é impedir que o Irã obtenha uma bomba nuclear.
Trump também ameaçou bombardear Omã caso o país “se intrometa” nos planos de Washington para o Estreito de Ormuz.
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, minimizou as preocupações com um prolongamento da guerra contra o Irã. Segundo ele, o aumento da produção americana de energia está compensando o fluxo reduzido de embarcações por Ormuz. Wright também reforçou uma declaração anterior de Trump de que os Estados Unidos controlam o estreito.
Em paralelo, o Irã reafirmou nesta segunda-feira que chegou a um entendimento com Omã sobre o trânsito pelo Estreito de Ormuz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou em Teerã que “foi alcançado um entendimento sobre o mapa da rota de trânsito”, sem apresentar mais detalhes.
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Siga o Times | CNBCDados de monitoramento da Marine Traffic mostram que o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz caiu quase 20% nos últimos dias. No Estreito de Bab el-Mandeb, por outro lado, o movimento aumentou quase 7%, apesar da continuidade dos ataques contra embarcações na região.
Para Soojin Kim, analista do MUFG, a permanência das incertezas geopolíticas e das ameaças às principais rotas marítimas continua sustentando um prêmio de risco relevante nas cotações da commodity.
“Os EUA não participam das discussões Irã-Omã e continuam exigindo passagem irrestrita por Ormuz. Eles também estão preparando ferramentas econômicas adicionais para usar contra o Irã, enquanto o próprio Irã está se reforçando”, afirmou.
As atenções também se voltaram para as negociações envolvendo Israel e Gaza. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reuniu-se nesta segunda-feira com o negociador para o Oriente Médio Jared Kushner.
Kushner tenta obter o aval de Israel para um roteiro destinado a avançar no acordo de trégua em Gaza, após uma reunião com o Hamas.
A retirada de Israel e o fim dos ataques a Gaza e ao Líbano estão entre as condições impostas pelo Irã nas negociações com os Estados Unidos.
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