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Petróleo cai para US$ 79, menor preço desde o início do conflito, mas petrolíferas seguem cautelosas sobre o trânsito em Ormuz
Publicado 16/06/2026 • 06:51 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 16/06/2026 • 06:51 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Os preços do petróleo recuam para o seu nível mais baixo desde o dia 2 de março, primeiro dia útil após o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro. A queda dá sequência à forte liquidação de segunda-feira, enquanto os investidores aguardam mais detalhes sobre o acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Por volta das 10h03 (em Brasília) os contratos do petróleo Brent com vencimento em agosto, referência internacional de preços, operavam em baixa de 4,10%, a US$ 79,80.
Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA para entrega em julho recuam para US$ 77, queda de 4,38%.
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Os contratos futuros de petróleo haviam subido ligeiramente durante a noite antes de inverterem o rumo, após terem caído para o nível mais baixo desde o fechamento de 2 de março na sessão anterior.
A volatilidade reflete a incerteza persistente sobre os termos completos da estrutura de paz acordada entre os EUA e o Irã.
Os esforços para resolver a guerra vão dominar as discussões dos líderes do G7 em Évian-les-Bains, na França, que começam hoje, com a expectativa de que mais detalhes do memorando de entendimento sejam divulgados no final desta semana.
Washington e Teerã haviam chegado anteriormente a um acordo provisório no domingo, que estenderia o cessar-fogo entre EUA e Irã por 60 dias e reabriria o Estreito de Ormuz para toda a navegação comercial.
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Siga o Times | CNBCAo chegar à reunião do G7, o presidente Donald Trump disse que a estrutura de paz com o Irã foi assinada, acrescentando que o Estreito de Ormuz será “totalmente reaberto” na sexta-feira, livre de pedágios iranianos. Trump disse que uma cerimônia formal de assinatura ocorreria na sexta-feira, em Genebra.
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A Hapag-Lloyd, gigante alemã do transporte global de contêineres, saudou a perspectiva de um acordo de paz e o fim de todas as ações militares na região como “uma boa notícia para nós, para nossas tripulações e para nossos clientes”.
“Esperamos que nossos quatro navios restantes possam passar pelo Estreito de Ormuz neste fim de semana”, disse a Hapag-Lloyd em um comunicado.
No entanto, o chefe da maior operadora de navios petroleiros do mundo sugeriu um caminho mais complicado para a normalização do tráfego pelo Estreito, que representava cerca de 20% do suprimento global de petróleo antes do início da guerra, no fim de fevereiro.
O CEO da Mitsui OSK Lines, Jotaro Tamura, disse ao Financial Times na terça-feira que muitas operadoras podem esperar semanas até permitirem que seus petroleiros retomem o trânsito pelo Estreito.
“O que precisará entrar em vigor não é apenas um simples acordo entre os países relevantes, mas algo que seja concreto e se traduza nas situações reais no Estreito de Ormuz, de modo que as linhas de navegação se sintam confortáveis para transitar”, disse Tamura.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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