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Promotoria revela novas evidências em ataque contra Trump
Publicado 03/05/2026 • 13:20 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 03/05/2026 • 13:20 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Uma imagem de vídeo mostra Cole Tomas Allen passando correndo pela segurança no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca
A procuradora dos Estados Unidos no Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, afirmou neste domingo (3) que o suposto autor do ataque durante o jantar da White House Correspondents’ Association, Cole Tomas Allen, foi responsável por atingir um agente do Serviço Secreto ao tentar invadir o salão do Washington Hilton no último fim de semana.
Em entrevista a veículos internacionais, Pirro disse que novas evidências balísticas indicam que o colete de proteção do agente continha um projétil de espingarda (buckshot) proveniente da Mossberg de ação por bombeamento que Allen supostamente carregava na noite do ataque.
Allen foi acusado por promotores federais de tentativa de assassinato do presidente Donald Trump no episódio, que deixou um agente do Serviço Secreto ferido, mas sem gravidade. Os promotores também o acusaram de disparo de arma de fogo durante um crime violento, embora, até as declarações de Pirro, não estivesse claro de quem havia partido o tiro que atingiu o agente.
Leia também: Atirador em jantar de Trump é apresentado novamente em tribunal e permanecerá preso
“É definitivamente o tiro dele”, afirmou Pirro. “Ele tinha total intenção de matar o agente e qualquer pessoa que estivesse em seu caminho até chegar ao presidente dos Estados Unidos.”
Ainda não está claro se a conclusão de que Allen teria sido o autor do disparo resultará em novas acusações formais, embora os promotores já tenham indicado que outras denúncias podem ser apresentadas no caso.
O ataque durante o jantar anual da imprensa – que contou com a presença de Donald Trump, do vice-presidente JD Vance e de altos integrantes do governo – marcou a terceira tentativa de atentado contra o presidente desde 2024.
Allen, de 31 anos, residente da Califórnia, permanece sob custódia desde a noite do ataque. Na quinta-feira, ele renunciou ao direito de contestar sua detenção.
No sábado, no entanto, seus advogados entraram com um pedido na Justiça para que ele seja retirado das medidas de prevenção ao suicídio enquanto permanece preso.
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Siga o Times | CNBCLeia também: O que se sabe sobre Cole Allen, atirador do jantar dos correspondentes em Washington
A defesa afirmou que “não identificou, e portanto não alega, intenção de punir o Sr. Allen”.
“Ainda assim, sua permanência sob medidas de prevenção ao suicídio equivale à punição, já que ele não apresentou qualquer indício de comportamento suicida”, escreveram.
Os advogados argumentam que a inclusão de Allen em regime de “suicide watch” e outras medidas similares viola seus direitos garantidos pela cláusula do devido processo da Constituição dos EUA.
Segundo a defesa, uma avaliação realizada em 1º de maio por uma enfermeira da prisão indicou que Allen deveria ser retirado desse regime. Ainda assim, ele permanecia sob essas medidas durante visita realizada no mesmo dia, e os advogados acreditam que ele continua nessa condição.
A equipe de defesa afirma que essas restrições comprometem a capacidade de Allen de preparar sua defesa, além de limitar direitos básicos. Detentos sob esse regime não podem interagir com outros presos, receber visitas, fazer ligações ou acessar recursos como biblioteca jurídica e dispositivos eletrônicos da prisão.
“A manutenção dessas medidas é desnecessária e viola os direitos do Sr. Allen, ao privá-lo de dignidade e acesso a recursos dentro da prisão”, concluíram.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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