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Venda de elétricos usados dispara nos EUA; veja como o custo se compara ao de carros a gasolina
Publicado 03/05/2026 • 13:50 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/05/2026 • 13:50 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Consumidores que visitam concessionárias de veículos usados podem notar que os carros elétricos estão cada vez mais com preços acessíveis.
Mesmo com a desaceleração nas compras de veículos elétricos novos, as vendas de elétricos usados cresceram 27,7% em março em relação ao ano anterior e ficaram 53,9% acima de fevereiro, de acordo com o EV Monitor da Cox Automotive, empresa de serviços e software do setor automotivo.
Embora seja difícil medir o quanto desse crescimento se deve à migração de consumidores para veículos elétricos diante dos altos preços da gasolina, um fator relevante é o aumento da oferta de modelos usados nas concessionárias com o fim de contratos de leasing neste ano, ampliando as opções disponíveis.
“Onde houve maior concentração de leasing foi entre o fim de 2022 e ao longo de 2023, e como a maioria dos contratos dura três anos, todos esses carros estão retornando em massa às concessionárias”, disse Joseph Yoon, analista da Edmunds.
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A participação dos veículos elétricos entre os retornos de leasing deve subir para 8% em 2026, ante 2% em 2025, segundo dados da Edmunds.
Em março, 44% dos elétricos usados foram vendidos por menos de US$ 25 mil (R$ 124,7 mil), afirmou Stephanie Valdez Streaty, da Cox Automotive. Em dezembro, essa fatia era de 39%.
O preço médio de um elétrico usado foi de US$ 34.653 (R$ 172,5 mil) em março, queda de 6,1% na comparação anual, segundo a Cox. O valor está apenas US$ 1.102 (R$ 5,5 mil) acima do preço médio de US$ 33.641 (R$ 167,5 mil) de carros usados a gasolina, reduzindo a diferença, que era de US$ 3.923 (R$ 19,5 mil) há um ano.
“A paridade de preços está próxima”, afirmou Streaty.
O avanço nas vendas ocorre mesmo com o fim dos incentivos fiscais federais para compra de veículos elétricos, previstos na Lei de Redução da Inflação de 2022 e inicialmente válidos até 2032. A legislação posterior, sancionada em 4 de julho, encerrou os benefícios – de até US$ 7.500 (R$ 37,3 mil) para veículos novos e até US$ 4 mil (R$ 19,9 mil) para usados – a partir do fim de setembro de 2025.
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Em nível estadual, ainda podem existir benefícios financeiros, como créditos fiscais, reembolsos ou redução de tarifas de energia, segundo relatório da National Conference of State Legislators.
O preço de compra é apenas parte do custo total de um veículo. Para quem considera migrar de um carro a gasolina para um elétrico usado, alguns gastos podem ser diferentes.
Mesmo sem gastos com gasolina, o veículo elétrico precisa ser carregado.
Em geral, a forma mais barata de fazer isso é com um carregador residencial, dependendo da tarifa local de energia.
No entanto, a instalação pode ser cara. O equipamento pode custar cerca de US$ 500 (R$ 2,5 mil), mas a instalação pode exigir adaptações elétricas que elevam o custo para milhares de dólares, segundo Yoon.
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Ainda assim, o custo da eletricidade residencial é “uma fração do carregamento público”, afirmou o analista.
Para quem dirige cerca de 1.015 milhas por mês, o custo de carregamento em casa seria de aproximadamente US$ 59,66 (R$ 296,8), contra US$ 169 (R$ 841,6) em estações públicas rápidas, segundo a Kelley Blue Book. Já um carro a gasolina, com consumo de 30 milhas por galão, teria custo mensal de US$ 147,24 (R$ 733,3).
Também é importante verificar regras locais sobre instalação de carregadores, já que algumas associações residenciais podem restringir o uso.
Caso não seja possível carregar em casa, redes de estações públicas podem oferecer descontos por assinatura, e concessionárias de energia ou governos estaduais podem conceder incentivos.
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Veículos elétricos eliminam algumas manutenções comuns, como troca de óleo. Os freios também tendem a durar mais devido ao sistema de frenagem regenerativa, segundo a Kelley Blue Book.
De modo geral, os elétricos apresentam menor custo de manutenção.
Por outro lado, o desgaste dos pneus pode ser maior devido ao peso dos veículos, segundo a Consumer Reports.
“Os pneus tendem a durar menos por causa do peso do carro, o que acelera o desgaste”, afirmou Yoon.
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Dependendo da localização e do modelo, pode ser mais difícil encontrar oficinas qualificadas para reparar veículos elétricos.
Além disso, a obtenção de peças pode demorar mais em alguns casos.
Em situações de colisão, os custos de reparo costumam ser mais altos. Em 2025, o custo médio de reparo para carros a gasolina foi de US$ 5.105 (R$ 25,4 mil), enquanto veículos totalmente elétricos tiveram custo médio de US$ 6.395 (R$ 31,8 mil), segundo a Mitchell International.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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