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Redes sociais enfrentam reação global com novas proibições para menores; entenda

Publicado 29/06/2026 • 21:30 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • O movimento ganhou impulso após a Austrália colocar em prática, no fim de 2025, uma ampla proibição para menores de 16 anos.
  • o Canadá discute exigências de segurança para empresas responsáveis por sistemas de I.A.
  • Na Noruega, autoridades anunciaram regras para limitar o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa por estudantes mais jovens.
Crianças mexendo em tablet e celular

Foto: Canva

Redes sociais enfrentam reação global com novas proibições para menores; entenda

As grandes plataformas de redes sociais estão diante de uma crescente onda de restrições em diferentes partes do mundo.

Governos aceleraram debates e aprovaram medidas que limitam ou impedem o acesso de crianças e adolescentes a aplicativos digitais, em uma tentativa de reduzir riscos associados ao uso excessivo dessas ferramentas.

O movimento ganhou impulso após a Austrália colocar em prática, no fim de 2025, uma ampla proibição para menores de 16 anos, de acordo com The Guardian.

O que inicialmente parecia uma experiência isolada passou a influenciar decisões em diversos países, transformando o tema em uma das principais discussões globais sobre tecnologia e proteção infantil.

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Austrália abriu caminho para novas restrições das redes sociais

A iniciativa australiana se tornou referência para reguladores de diferentes regiões. Nos meses seguintes, países como Indonésia e Malásia adotaram medidas semelhantes, enquanto o Reino Unido anunciou que pretende implementar sua própria proibição até o início de 2027.

A expansão das restrições ocorre em meio a um debate cada vez mais intenso sobre os efeitos das redes sociais no desenvolvimento de crianças e adolescentes.

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Autoridades afirmam que o acesso precoce pode estar relacionado a problemas de saúde mental, dependência digital e exposição a conteúdos inadequados.

Cada país segue um modelo diferente

Embora a preocupação seja semelhante, as regras variam de acordo com cada governo.

Na França, a idade mínima proposta é de 15 anos. A Áustria pretende restringir o acesso para menores de 14 anos. Já a Noruega discute ampliar os limites atuais e incluir adolescentes de até 16 anos.

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Em alguns países, as medidas vão além das redes sociais. Dinamarca, Polônia e Inglaterra também adotaram ou discutem restrições ao uso de smartphones dentro das escolas.

No Brasil, a estratégia seguiu outro caminho. O país proibiu o uso de celulares nas escolas, mas manteve a possibilidade de menores terem acesso às redes sociais sob supervisão e vinculação à conta de pais ou responsáveis.

A mudança de postura dos governos acontece em paralelo ao avanço de processos judiciais contra plataformas digitais.

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Famílias, autoridades públicas e instituições educacionais têm acionado empresas do setor alegando que determinados recursos foram desenvolvidos para estimular o uso contínuo das plataformas, aumentando riscos para usuários mais jovens.

As acusações também envolvem falhas na proteção contra conteúdos considerados perigosos e na prevenção de contatos inadequados com menores. As empresas negam as alegações e afirmam investir em ferramentas de segurança e controle parental.

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Inteligência artificial entra no debate

As preocupações não se limitam mais às redes sociais. O crescimento da inteligência artificial também passou a chamar a atenção dos reguladores.

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No Reino Unido, o plano de proteção digital inclui restrições para determinados chatbots voltados à simulação de relacionamentos afetivos. Já o Canadá discute exigências de segurança para empresas responsáveis por sistemas de I.A.

Na Noruega, autoridades anunciaram regras para limitar o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa por estudantes mais jovens.

Apesar da expansão das proibições, especialistas e governos reconhecem que ainda é cedo para medir seus efeitos.

Na Austrália, pesquisas apontaram que muitos adolescentes continuaram acessando plataformas digitais mesmo após a entrada em vigor das restrições.

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O cenário alimenta questionamentos sobre a eficácia das medidas e sobre a capacidade dos governos de fiscalizar o cumprimento das regras.

Críticos argumentam que as proibições podem ser facilmente contornadas por jovens mais familiarizados com a tecnologia.

Defensores das medidas afirmam que dificuldades de fiscalização não eliminam a necessidade de estabelecer limites e mecanismos de proteção.

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Alternativas para o uso das redes sociais

Nem todos os especialistas consideram as proibições a melhor solução. Entidades ligadas aos direitos digitais e à proteção infantil defendem uma combinação de educação digital, regras mais rígidas para as plataformas e fortalecimento das leis de proteção de dados.

Para esses grupos, a responsabilidade não deve recair apenas sobre crianças e famílias, mas também sobre as empresas responsáveis pelo desenvolvimento e funcionamento das redes sociais.

Embora as motivações variem entre os países, existe um consenso crescente entre reguladores de que o impacto das redes sociais sobre crianças e adolescentes precisa ser tratado de forma mais rigorosa.

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A tendência indica que novas regras das redes sociais devem continuar surgindo nos próximos anos, ampliando a pressão sobre gigantes da tecnologia e redefinindo a forma como jovens acessam o ambiente digital em diferentes partes do mundo.

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