Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Rota do Ártico avança como alternativa comercial global e pode redefinir disputas geopolíticas, diz especialista
Publicado 07/05/2026 • 14:36 | Atualizado há 48 minutos
CEO do McDonald’s diz que consumo pode estar “ficando um pouco pior”
Apple bate recorde na Bolsa e valor de mercado supera US$ 4,2 trilhões
Fábrica de chips de Elon Musk no Texas pode custar até R$ 58 bilhões, mostram documentos
IA no core das operações eleva eficiência e exige decisões em tempo real, diz executivo da IBM
Intel dispara 13% com notícia de negociações com Apple e atinge novo recorde histórico
Publicado 07/05/2026 • 14:36 | Atualizado há 48 minutos
KEY POINTS
A possibilidade de uma nova configuração das rotas marítimas globais no Ártico deve ganhar cada vez mais relevância na próxima década, impulsionada pela redução no tempo de transporte de cargas, menor consumo de combustível e pela busca de alternativas às regiões de instabilidade geopolítica. Para o professor de Relações Internacionais da ESPM, Roberto Uebel, a chamada Rota Marítima do Norte já desponta como um corredor estratégico para o comércio internacional.
“Ela pode se colocar até como uma alternativa viável às rotas tradicionais, em relação à duração do tempo de trajeto, diminuição do custo de frete e menor necessidade de combustível”, afirmou o especialista nesta quinta-feira (7), em entrevista ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo Uebel, o interesse crescente pela região ajuda a explicar movimentos recentes de grandes potências, especialmente dos Estados Unidos, da Rússia e da China, em torno do Ártico. Ele lembrou que o presidente Donald Trump voltou a mencionar neste ano o interesse estratégico pela Groenlândia justamente por causa da importância geopolítica da região.
Leia também: EUA articulam coalizão internacional para garantir ‘liberdade de navegação’ no Estreito de Ormuz após conflito
“O Ártico se torna estratégico porque oferece uma vantagem competitiva muito maior do que as rotas tradicionais”, ressaltou.
De acordo com o professor, a expansão da navegabilidade no Ártico está diretamente ligada às mudanças climáticas e ao avanço do degelo nas calotas polares, fenômeno que tornou a rota mais acessível nos últimos anos.
“Ela se torna viável nos últimos cinco anos em virtude também das mudanças climáticas. Ao derretimento das calotas polares, a navegabilidade se torna possível naquele oceano”, explicou.
Uebel afirmou que estudos internacionais indicam que a região poderá atingir um estágio de navegabilidade muito mais amplo ao longo da próxima década. “Diversos estudos colocam na margem de uma década uma plena navegabilidade, considerando o aumento da temperatura e o consequente degelo das águas do Ártico”, pontuou.
Leia também: Quando o Estreito de Ormuz voltará a ser ‘seguro’ para a navegação comercial?
Segundo ele, o novo corredor marítimo pode reduzir significativamente o tempo de transporte entre o leste asiático e o norte da Europa, além de diminuir a exposição a áreas consideradas mais instáveis do ponto de vista geopolítico, como o Canal de Suez, o Estreito de Ormuz e regiões sujeitas à pirataria marítima.
Apesar das vantagens econômicas, Uebel alertou que o Ártico está longe de ser uma área livre de disputas estratégicas. Segundo ele, o avanço comercial da rota pode acelerar um processo de militarização já em curso. “Uma militarização do Ártico não estaria fora do horizonte”, frisou.
O especialista destacou que atualmente já existe presença militar significativa dos Estados Unidos, de países da OTAN e da própria Rússia em áreas próximas ao círculo polar ártico, enquanto a China amplia seu interesse pela região como extensão da iniciativa comercial Belt and Road.
Leia também: Crise no Estreito de Ormuz faz ONU cobrar livre navegação e eleva alerta para a economia global
“Hoje já tem uma presença significativa militar dos Estados Unidos, dos países da OTAN e da própria Rússia se posicionando ali nas ilhas que fazem parte do círculo glacial ártico”, destacou.
Segundo ele, embora o entorno do Ártico registre hoje menos tensões do que outras rotas marítimas globais, isso não significa que a região esteja imune a disputas futuras. “O Ártico possui menos tensões do que rotas tradicionais, mas não significa que seja uma região imune a um tensionamento geopolítico”, observou.
Além dos aspectos econômicos e estratégicos, Uebel afirmou que o avanço da navegação no Ártico também amplia preocupações ambientais em escala global. “Estamos falando de aumento de circulação de navios cargueiros com combustível, e qualquer acidente pode levar a uma contaminação daquelas águas que são vitais para a biodiversidade”, alertou.
Leia também: UE alerta para ‘consequências catastróficas’ sem liberdade de navegação permanente em Ormuz
Segundo ele, os impactos do degelo podem atingir diretamente países costeiros, inclusive o Brasil, devido à elevação do nível dos oceanos. “A questão da preservação da biodiversidade entra diretamente nesse cálculo”, concluiu.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Leilão sob suspeita: BTG compra fazenda bilionária por fração do valor e entra na mira da justiça
2
Genial tem R$ 176 milhões bloqueados em investigação que liga banco ao esquema do PCC
3
Mega-Sena completa 30 anos e paga R$ 150 milhões; relembre como foi o 1º sorteio da loteria
4
Álbum da Copa 2026: veja quanto custa completar, onde comprar e a lista de jogadores brasileiros
5
Venda bilionária da Raízen na Argentina entra na reta final; anúncio pode sair em maio