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Rubio diz que América Latina está alinhada aos EUA, mas cita Brasil como exceção

Publicado 02/06/2026 • 16:05 | Atualizado há 40 minutos

KEY POINTS

  • Secretário de Estado dos EUA afirmou que Washington formou uma coalizão com mais de uma dezena de países da região.
  • Rubio citou Brasil, Nicarágua, Cuba, Venezuela e, em parte, a Colômbia como exceções ao alinhamento regional.
  • Declaração ocorreu em audiência no Senado americano, no mesmo dia em que o governo Trump propôs tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras.
Segurança Marco Rubio

Site Oficial (Marco Rubio)

Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (2) que a América Latina se tornou uma região “cheia de aliados” de Washington, mas citou o Brasil como uma das exceções ao alinhamento regional.

A declaração foi feita durante depoimento ao Comitê de Relações Exteriores do Senado americano. Rubio disse que os EUA têm hoje, no Hemisfério Ocidental, uma coalizão de países “amigos” que trabalham com Washington em temas de segurança e prosperidade econômica.

“Temos neste hemisfério uma coalizão de países amigos, mais de uma dezena, que se alinharam para trabalhar não apenas nas questões de segurança que todos temos em comum, mas também na prosperidade econômica”, afirmou.

Ao listar exceções, Rubio mencionou Nicarágua, Cuba, Venezuela, Brasil e, em parte, o governo atual da Colômbia.

“É uma história impressionante que, basicamente, com exceção da Nicarágua, de Cuba, obviamente da Venezuela, que ainda tem alguns desafios, e claro, do Brasil, embora eles estejam no meio de um ciclo eleitoral, e em certa medida o governo atual da Colômbia, em geral é uma região cheia de aliados americanos”, disse.

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A fala ocorre no mesmo dia em que o governo Trump propôs aplicar uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras, no âmbito de uma investigação comercial da Seção 301. A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, que citou práticas brasileiras em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, serviços de pagamento eletrônico e desmatamento ilegal.

No depoimento, Rubio defendeu que a política externa americana deve ser orientada pelo interesse nacional dos Estados Unidos. Segundo ele, diplomacia, segurança, comércio, energia e fronteiras não devem ser tratados como agendas separadas.

“Nossa política externa é focada exclusivamente no interesse nacional dos Estados Unidos da América, na defesa do nosso país, tanto em sua defesa militar e segurança quanto em sua segurança econômica, soberania e futuro”, afirmou.

Rubio disse ainda que os EUA seguem como a principal potência global e que a liderança americana deve estar a serviço dos próprios interesses do país.

“O governo dos Estados Unidos não é uma instituição de caridade. Não estamos aqui para atuar como assistentes sociais. Estamos aqui para vencer”, disse.

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Segundo o secretário, a América Latina foi negligenciada por Washington por cerca de duas décadas, período em que China e outras potências ampliaram presença na região.

“Agora, obviamente, temos que transformar isso em ação depois de 20 anos de negligência, nos quais a China e outras potências globais entraram no nosso Hemisfério Ocidental em detrimento não apenas dos interesses nacionais americanos, mas também, na nossa visão, dos povos desses países”, afirmou.

Rubio também afirmou que a ajuda externa dos EUA passa por uma reformulação para ficar sob direção estratégica do Departamento de Estado. Segundo ele, a prioridade será financiar programas que entreguem resultados e estejam alinhados aos interesses nacionais americanos.

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