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Por André Amadeus
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Publicado 06/06/2026 • 06:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: AFP
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Os Estados Unidos anunciaram um novo tarifaço, na última quarta-feira (03), que pode impactar diretamente o comércio com 60 países, incluindo o Brasil. A medida inclui uma taxa adicional de 12,5% para o grupo em que o país entrou, dentro de uma investigação que trata da importação de produtos ligados ao trabalho forçado.
Segundo o governo norte-americano, a decisão faz parte de uma apuração conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que identificou falhas de diversas economias na adoção e aplicação de regras mais rígidas para barrar esse tipo de produto nas cadeias de importação.
Além disso, o órgão afirma que essa lacuna regulatória cria distorções no comércio internacional e pressiona a competitividade dos trabalhadores nos Estados Unidos.
Em declaração oficial, o embaixador Jamieson Greer afirmou que é “inaceitável” a falta de ação efetiva dos parceiros comerciais diante do problema.
Leia também: EUA propõem nova tarifa de 12,5% ao Brasil em investigação sobre trabalho forçado; 60 países são taxados
O Brasil aparece no grupo que deve sofrer a tarifa mais alta, de 12,5%, ao lado de economias como China, Índia, Japão, Reino Unido e outros países da América Latina, Europa, Ásia e Oriente Médio. Porém, por outro lado, outro bloco de nações ficará sujeito a uma taxa menor, de 10%.
Na prática, portanto, essa divisão coloca o Brasil entre os países considerados de maior impacto dentro da investigação norte-americana.
Se o governo dos Estados Unidos confirmar a medida após o período de consultas públicas, os produtos brasileiros exportados para o país poderão ficar mais caros. Os comentários por escrito sobre a proposta podem ser enviados até 6 de julho de 2026, enquanto as audiências públicas estão previstas para 7 de julho.
Isso acontece porque a nova tarifa se soma às taxas já existentes. Com isso, empresas brasileiras podem perder competitividade no mercado americano, especialmente em setores que dependem fortemente das exportações.
Além disso, empresas podem revisar contratos e margens de lucro, já que parte do custo tende a chegar ao preço final.
Leia mais: EUA propõem novas tarifas sobre 60 economias devido a práticas comerciais de trabalho forçado
Apesar do anúncio, o tarifaço ainda não está valendo. O governo dos Estados Unidos abriu espaço para avaliações e possíveis ajustes até a decisão final.
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