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Tarifaço de Trump: nova taxa de 12,5% ao Brasil se soma à tarifa de 25% anunciada ontem (2)?
Publicado 03/06/2026 • 14:30 | Atualizado há 5 meses
Publicado 03/06/2026 • 14:30 | Atualizado há 5 meses
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Foto: Freepik
O PPI (índice de preços ao produtor) não apresentou variação no mês, abaixo da estimativa de alta de 0,2% pelo consenso do Dow Jones.
O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (03), uma proposta de tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros no âmbito de uma investigação relacionada ao combate ao trabalho forçado.
A medida foi divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e coloca o Brasil entre os 60 países alvo da nova rodada de sobretaxações.
O anúncio ocorre um dia após Washington confirmar outra proposta tarifária de até 25% contra produtos brasileiros investigados sob a Seção 301 da legislação comercial americana.
A proximidade entre os dois anúncios levantou questionamentos sobre a possibilidade de as cobranças serem aplicadas simultaneamente.
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Até o momento, porém, o governo americano não esclareceu se as duas medidas serão cumulativas nem quais produtos poderão ser atingidos em cada caso.
A mais recente iniciativa do USTR está ligada a uma investigação sobre a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Segundo o órgão, os países analisados não teriam adotado mecanismos considerados suficientes para impedir a entrada desses produtos em seus mercados nem para fiscalizar adequadamente a origem das mercadorias.
Na nova divisão anunciada pelos Estados Unidos, alguns países receberiam sobretaxa de 10%, enquanto outros seriam enquadrados na alíquota de 12,5%.
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O Brasil foi incluído no segundo grupo, ao lado de economias como China, Índia, Japão, Reino Unido, Coreia do Sul, Austrália e Rússia.
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que a falta de ações mais rígidas contra produtos associados ao trabalho forçado cria uma concorrência desigual para os trabalhadores americanos e justificou a adoção das medidas.
A nova proposta surge enquanto outra investigação comercial envolvendo o Brasil continua em andamento.
Na segunda-feira (2), o USTR confirmou o avanço da apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.
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Siga o Times | CNBCNesse processo, Washington acusa o Brasil de adotar políticas consideradas discriminatórias ou prejudiciais aos interesses comerciais americanos.
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Entre os pontos citados pelas autoridades americanas estão questões relacionadas a pagamentos eletrônicos, comércio digital e outras práticas regulatórias. O Pix foi mencionado pelo governo americano como um dos elementos analisados durante a investigação.
A proposta divulgada nesta semana prevê tarifas que podem chegar a 25% sobre determinados produtos brasileiros. No entanto, a medida ainda não entrou em vigor e segue em fase de consultas públicas.
Até agora, o governo dos Estados Unidos não informou se a tarifa de 12,5% ligada à investigação sobre trabalho forçado será aplicada de forma independente ou se poderá ser acumulada com eventuais tarifas resultantes da investigação da Seção 301.
Diferentes investigações podem gerar medidas distintas, mas a aplicação simultânea dependerá das decisões finais do governo americano, da definição dos produtos atingidos e das regras que serão estabelecidas em cada processo.
Por esse motivo, ainda não é possível afirmar que exportações brasileiras enfrentarão uma carga adicional de 37,5%. A confirmação dependerá dos resultados das duas investigações e dos detalhes que serão divulgados pelas autoridades americanas nas próximas semanas.
O processo relacionado à Seção 301 continua aberto para manifestações de empresas, associações e representantes dos países envolvidos. As audiências públicas devem ser concluídas até o início de julho.
A expectativa é que o governo dos Estados Unidos divulgue a decisão final sobre a aplicação das cobranças dessa investigação em 15 de julho.
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Já a proposta de tarifa de 12,5% vinculada à investigação sobre trabalho forçado também precisa avançar pelas etapas formais previstas pelo USTR antes de uma eventual implementação.
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