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Trump recua e libera celulose brasileira de tarifas para entrar nos EUA; Suzano volta para o jogo
Publicado 11/09/2025 • 13:41 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 11/09/2025 • 13:41 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
O governo dos Estados Unidos retirou a celulose da lista de produtos sujeitos às tarifas recíprocas e confirmou isenção total para o insumo, inclusive da alíquota de 10% anunciada em abril.
A mudança consta da Ordem Executiva 14346, assinada por Donald Trump em 5 de setembro e publicada no Federal Register no dia 10, com vigência a partir de 8 de setembro.
Segundo a IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores), a isenção passou a valer no dia 8. Em 2024, o Brasil — maior fornecedor global — exportou 3 milhões de toneladas de celulose para os EUA.
A medida consolida um alívio já antecipado em julho, quando Washington elevou tarifas adicionais de 40%, mas manteve a celulose entre os produtos isentos. Agora, a retirada da alíquota recíproca de 10% cria um ambiente de maior previsibilidade para os produtores brasileiros.
Para a Ativa Research, a decisão representa um gatilho estruturalmente positivo para os produtores brasileiros, em especial a Suzano (SUZB3), maior player global em fibra curta. Segundo a análise, a medida reduz o custo de entrada no mercado norte-americano, relevante tanto pelo tamanho da base consumidora — que inclui os segmentos de tissue e papéis de imprimir e escrever — quanto pelo caráter estratégico de diversificação geográfica.
Sem a barreira tarifária, a Suzano passa a competir em condições mais isonômicas frente a fornecedores locais e canadenses de fibra longa. Além disso, o movimento amplia o diferencial competitivo da companhia em relação a outros exportadores de fibra curta, sobretudo na Ásia, já que o custo logístico até os EUA é relativamente menor para o Brasil.
Combinado à sua escala de produção e perfil de custos no 1º quartil global, o cenário abre espaço para captura de market share incremental. Em síntese, a Ativa aponta que a decisão consolida a Suzano como fornecedora preferencial de fibra curta em escala global, reforçando a geração de caixa e a resiliência da tese de investimento.
Por volta das 10h30 (Brasília) as ações da Suzano (SUZB3) operavam em alta de 0,57% na B3, negociadas a R$ 51,09. A Klabin (KLBN11) avançavam 0,22% no mesmo horário.
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Siga o Times | CNBCA celulose de fibra curta, produzida principalmente a partir de eucalipto, tem fibras menores e mais uniformes. É usada em papéis que exigem maciez e boa absorção, como tissue, papéis higiênicos e papéis de imprimir e escrever.
Já a celulose de fibra longa, obtida de coníferas como pinus, possui fibras maiores e mais resistentes. É aplicada em papéis que demandam maior resistência mecânica, como embalagens, sacolas e papéis especiais.
O Brasil é líder mundial em celulose de fibra curta, enquanto países como Canadá, EUA e Suécia se destacam na produção de fibra longa.
Apesar da retirada da sobretaxa sobre a celulose, produtos derivados seguem tarifados: papéis em geral continuam com imposto de 50% e painéis de madeira, com 40%. Esses segmentos permanecem pressionados pelas medidas protecionistas de Washington.
A EO 14346 autoriza o Departamento de Comércio e o USTR a ajustar a tabela tarifária e a operacionalizar reembolsos quando aplicável. A Casa Branca também listou categorias que podem, futuramente, receber tarifa zero em acordos comerciais considerados “alinhados”.
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