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EUA mantêm pressão sobre a UE e confirmam tarifa de 30% a partir de 1º de agosto
Publicado 21/07/2025 • 08:33 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 21/07/2025 • 08:33 | Atualizado há 1 ano
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O EuroSkulptur em Frankfurt, na Alemanha
Imagem de frimufilms no Freepik
O governo dos Estados Unidos reiterou que manterá o prazo de 1º de agosto para impor uma tarifa de 30% sobre produtos importados da União Europeia, mesmo com as negociações comerciais em andamento. A declaração foi feita pelo secretário de Comércio, Howard Lutnick, neste domingo (20), em entrevista à CBS News.
“Esse é um prazo definitivo, então em 1º de agosto as novas tarifas entrarão em vigor”, disse Lutnick.
“Nada impede que os países continuem conversando conosco após essa data, mas eles começarão a pagar as tarifas”, afirmou.
Apesar disso, o secretário indicou que as conversas com o bloco europeu continuarão e disse estar confiante de que um acordo será alcançado:
“Esses são os dois maiores parceiros comerciais do mundo. Vamos fechar um acordo. Estou confiante nisso.”
A União Europeia, por sua vez, vem preparando medidas de retaliação caso as tarifas punitivas sejam implementadas. Entre elas estão tarifas sobre até € 21 bilhões em importações dos EUA, atualmente suspensas até 6 de agosto. Um segundo pacote, atingindo até € 72 bilhões, também está pronto, segundo a Comissão Europeia.
Importações de roupas, produtos agrícolas, alimentos e bebidas estão entre os setores que podem ser afetados.
Lutnick minimizou a possibilidade de a UE retaliar com tarifas sobre itens como aviões da Boeing e bourbon do Kentucky:
“Eles não vão fazer isso”, afirmou.
Enquanto isso, cresce entre os países-membros o apoio ao uso do chamado instrumento anti-coerção, ferramenta mais ampla da Comissão Europeia para retaliar práticas comerciais consideradas abusivas. Segundo fontes ouvidas pela CNBC, apenas a Hungria — cujo premiê Viktor Orbán é próximo de Trump — não aderiu à nova postura mais dura.
A União Europeia esperava firmar um acordo semelhante ao já fechado pelo Reino Unido com os EUA, que prevê tarifa básica de 10% e condições específicas para setores como automóveis, aço e aeroespacial. Mas analistas duvidam que Bruxelas consiga o mesmo.
“A relação da UE com Trump é mais complicada do que a do Reino Unido”, disse Arnaud Girod, chefe de economia e estratégia da Kepler Cheuvreux, à CNBC Europa.
“Trump critica frequentemente o que considera um desequilíbrio comercial injusto com a UE — algo que o bloco nega.”
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Na última sexta-feira (18), o Financial Times revelou que Trump estaria insistindo em uma tarifa mínima de 15% a 20% para fechar qualquer acordo, podendo manter a tarifa de 25% para automóveis — o que atingiria diretamente os exportadores da Alemanha.
“Uma tarifa de 15% a 20% seria um desastre para as exportações europeias”, disse Girod.
“Isso, somado à valorização do euro, aumentaria os custos e reacenderia temores inflacionários nos EUA.”
A retórica mais agressiva da Casa Branca levou líderes europeus a endurecer o discurso.
“Até agora, a UE foi muito branda com os EUA. Mas, com o prazo se aproximando, precisa mostrar firmeza”, disse Girod.
“Não conseguir um acordo melhor que o do Reino Unido seria um problema para a UE, que precisa provar que sua estrutura funciona.”
Em 2024, o comércio total entre EUA e UE somou € 1,68 trilhão, segundo o Conselho Europeu. O bloco registrou superávit de cerca de € 50 bilhões ao considerar bens e serviços.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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