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Tarifaço: Indústria madeireira critica sobretaxa e cobra negociação do governo brasileiro
Publicado 16/07/2026 • 13:15 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 16/07/2026 • 13:15 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Em nota, a Abimci afirmou esperar que o governo brasileiro trate o tema como prioridade e conduza negociações capazes de reverter a medida.
Pexels
A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) lamentou a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e afirmou que a medida representa um duro golpe para o setor madeireiro nacional. Em nota divulgada nesta quinta-feira (16), a Abimci afirmou esperar que o governo brasileiro trate o tema como prioridade e conduza negociações capazes de reverter a medida, preservar a competitividade da indústria, proteger empregos e restabelecer as relações comerciais entre os dois países.
Segundo a associação, a nova cobrança compromete a recuperação de um setor que ainda enfrentava os impactos das tarifas anteriormente impostas pelos Estados Unidos. Para a Abimci, a perda de competitividade ameaça negócios construídos ao longo de décadas com o mercado americano e coloca em risco investimentos, a produção e postos de trabalho.
A entidade afirmou ainda que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos deveria ser conduzida com base em critérios técnicos, econômicos e comerciais. Na avaliação da associação, o governo brasileiro precisa intensificar as negociações diplomáticas, dissociando a discussão de fatores políticos, para evitar prejuízos à indústria nacional.
Leia também: Veja os principais itens de exportação brasileiros que serão afetados pelo novo tarifaço dos EUA
A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), entidade representativa dos diversos segmentos da indústria brasileira de madeira processada, lamenta o desfecho anunciado pelos Estados Unidos, com a confirmação da aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros, especialmente após todo o trabalho técnico desenvolvido durante as investigações da Seção 301.
A decisão representa um duro impacto para o setor madeireiro que ainda buscava se recuperar após as tarifas anteriormente aplicadas pelos Estados Unidos. A perda de competitividade decorrente dessas novas tarifas compromete a continuidade de negócios construídos ao longo de décadas com os Estados Unidos e coloca em risco investimentos, a produção e postos de trabalho.
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Siga o Times | CNBCPara a Abimci, uma relação comercial tão estratégica quanto a mantida entre o Brasil e os Estados Unidos deveria ser conduzida com base em critérios técnicos, econômicos e comerciais. No entendimento da associação, diante da relevância econômica e social dessa pauta, seria necessária uma atuação mais efetiva do governo brasileiro, dissociada dos componentes políticos e focada na negociação diplomática, para evitar um resultado que penaliza diretamente a indústria brasileira de madeira processada.
Leia também: Forte em equipamentos elétricos, indústria de Minas Gerais fala em perda de competitividade após sobretaxa americana
Desde o início das investigações da Seção 301, a Abimci atuou na defesa do setor, coordenando uma ampla mobilização técnica, jurídica e institucional para subsidiar os argumentos da indústria brasileira de madeira processada perante as autoridades norte-americanas. Protocolou sua manifestação institucional junto ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), destacando o papel das florestas plantadas como principal fonte de suprimento para a indústria madeireira, o manejo sustentável, as boas práticas adotadas pelo setor, os sistemas de controle e rastreabilidade e o rigor no atendimento às regulamentações previstas na legislação brasileira.
Além disso, reforçou a relevância dos produtos brasileiros para o mercado norte-americano, sua complementaridade em relação à produção local, a inexistência de concorrência direta com a indústria dos Estados Unidos e a dificuldade de substituição por fornecedores de outros países.
A Abimci cumpriu seu papel técnico e institucional durante todo o processo e espera que o governo brasileiro conduza, com urgência e prioridade política, uma negociação capaz de reverter esse cenário, preservar a indústria nacional, proteger postos de trabalho e restabelecer as relações comerciais com os Estados Unidos.
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