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“Perder essa economia seria um golpe duro para o Japão”, diz especialista sobre acordo com os EUA
Publicado 23/07/2025 • 12:19 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 23/07/2025 • 12:19 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
O acordo comercial firmado entre Estados Unidos e Japão, com previsão de US$ 550 bilhões em investimentos japoneses na economia americana, representa um marco estratégico para ambas as nações, segundo Vito Villar, consultor em política internacional da BMJ.
Em entrevista ao programa Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quarta-feira (23), o especialista destacou a relevância da parceria para o Japão, cuja balança comercial com os EUA gira em torno de US$ 200 bilhões. “Perder essa economia seria um grande golpe para o Japão. Era a prioridade máxima do governo japonês nos últimos meses”, afirmou.
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Vilar ressaltou que a troca de governo no Japão deu novo fôlego às negociações, permitindo ao país asiático garantir condições comerciais inéditas.
“O Japão foi o primeiro país com superávit relevante a conseguir redução de tarifas. Agora acessa o mercado americano com 15%, bem abaixo dos 25% impostos a outros países”, explicou, destacando também a redução nas tarifas sobre automóveis.
Segundo o especialista, o investimento bilionário está condicionado à permanência dos recursos em solo americano e à abertura do mercado japonês a produtos dos EUA, como arroz e veículos.
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Siga o Times | CNBC“Trump exigiu contrapartidas claras: investimento direto nos EUA e maior abertura para exportações americanas”, disse. Ele também mencionou o apoio japonês à construção de um gasoduto ligando o Alasca à Ásia como parte do pacote.
Sobre o impacto geopolítico, Vilar avalia que o acordo pode preocupar a China, mas não rompe os laços entre os dois vizinhos asiáticos. “Ainda haverá complementaridade entre Japão e China. Mas o recado que Trump envia é direto: quer investimento e abertura de mercado. Países que atenderem a essas exigências, como o Japão fez, podem ter chances reais de fechar acordos vantajosos, o que não é o caso do Brasil hoje, que ainda enfrenta um déficit comercial com os EUA”, concluiu.
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