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Tarifas do Trump

Governo dos EUA devolve US$ 100 bilhões após tarifas de Trump serem anuladas

Publicado 05/08/2026 • 10:11 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O governo foi obrigado a devolver os valores pagos por empresas que importaram produtos atingidos pelas taxas.
  • Desde o retorno à presidência, Trump colocou as tarifas no centro de sua política comercial.
  • Após a decisão da Suprema Corte, o governo Trump implementou uma nova rodada de tarifas sobre mais de 80 países.

Foto: Unsplash

Governo dos EUA devolve US$ 100 bilhões após tarifas de Trump serem anuladas

O governo dos Estados Unidos devolveu cerca de US$ 100 bilhões em tarifas cobradas durante a política comercial do presidente Donald Trump, após a Suprema Corte norte-americana considerar ilegais parte das medidas adotadas.

A informação foi comunicada por autoridades da alfândega ao Tribunal de Comércio Internacional dos EUA (CIT) na terça-feira, 4 de agosto de 2026, em um processo que envolve empresas afetadas pelas cobranças.

O valor representa aproximadamente 60% dos US$ 165 bilhões (aproximadamente R$ 843,99 bilhões) arrecadados com as tarifas conhecidas como “tarifas do Dia da Libertação”, anunciadas por Trump como parte de sua estratégia para fortalecer a indústria nacional e reduzir o déficit comercial dos Estados Unidos.

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Suprema Corte determina devolução dos valores

As tarifas foram aplicadas sobre produtos importados como parte da política econômica de Trump, que defendia o aumento dos impostos de importação como uma forma de estimular a produção dentro do país e pressionar parceiros comerciais a renegociarem acordos.

Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou parte dessas tarifas adicionais, concluindo que a administração havia ultrapassado seus limites legais ao impor determinadas cobranças. Com a decisão, o governo foi obrigado a devolver os valores pagos por empresas que importaram produtos atingidos pelas taxas.

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A devolução bilionária representa uma das maiores reversões de uma política tarifária recente nos Estados Unidos e amplia a disputa entre o governo federal, empresas e estados norte-americanos sobre o uso de tarifas como ferramenta econômica, segundo o The Guardian.

Tarifas como estratégia econômica

Desde o retorno à presidência, Trump colocou as tarifas no centro de sua política comercial. O governo argumentava que as medidas ajudariam a recuperar empregos industriais, incentivar fábricas americanas e aumentar a arrecadação federal.

Apesar do aumento das receitas com impostos e tarifas no ano anterior, o déficit fiscal dos Estados Unidos voltou a crescer. Nos primeiros nove meses do ano fiscal, o déficit chegou a US$ 1,37 trilhão (cerca de R$ 7 trilhões), alta de 2% em comparação com o mesmo período de 2025.

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Após a decisão da Suprema Corte, o governo Trump implementou uma nova rodada de tarifas sobre mais de 80 países. As medidas substituíram uma tarifa global de 10% que estava próxima do fim e estabeleceram novas taxas entre 10% e 12,5% para diferentes parceiros comerciais.

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Entre os países atingidos estão Reino Unido, México, Canadá, Austrália, Índia, China e integrantes da União Europeia.

A nova política foi baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para investigar práticas comerciais consideradas prejudiciais ao país.

Estados americanos contestam novas cobranças

A disputa ganhou um novo capítulo nesta semana, após uma coalizão formada por 25 estados norte-americanos entrar com uma ação contra o governo federal.

Os estados alegam que as novas tarifas seriam uma tentativa de substituir as cobranças anuladas pela Suprema Corte e pedem que o Tribunal de Comércio Internacional suspenda as medidas, declare as taxas ilegais e determine novos reembolsos.

Segundo os governos estaduais envolvidos no processo, as tarifas aplicadas contra 59 países e a União Europeia atingem cerca de 99,4% das importações dos Estados Unidos.

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A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, afirmou que a administração Trump estaria criando uma nova forma de aumentar impostos sobre consumidores e empresas após a decisão judicial que derrubou parte das tarifas anteriores.

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