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Setor automotivo do Reino Unido escapa de tarifa maior dos EUA, mas incertezas sobre o aço persistem
Publicado 30/06/2025 • 09:25 | Atualizado há 12 meses
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Foto: reprodução/Unsplash
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LONDRES – O acordo comercial entre Reino Unido e Estados Unidos entra em vigor nesta segunda-feira (30), estabelecendo uma tarifa preferencial para carros britânicos exportados aos EUA, enquanto ainda há indefinições sobre as tarifas aplicadas às exportações de metais do Reino Unido.
Em maio, o Reino Unido se tornou o primeiro país a negociar um acordo comercial com os Estados Unidos desde que o presidente Donald Trump anunciou, um mês antes, suas chamadas tarifas recíprocas. Os termos do acordo passam a valer a partir de 30 de junho.
Pelo acordo, uma tarifa uniforme de 10% passa a ser aplicada aos produtos britânicos importados pelos Estados Unidos.
Além disso, os primeiros 100 mil veículos exportados do Reino Unido aos EUA a cada ano estarão sujeitos a essa tarifa de 10%. A partir dessa quantidade, os carros adicionais passarão a ser taxados com uma tarifa de importação de 25%.
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Segundo dados da influente entidade do setor automotivo britânico, a Society of Motor Manufacturers and Traders (SMMT), cerca de 102 mil carros fabricados no Reino Unido foram exportados aos EUA no ano passado.
Mike Hawes, CEO da SMMT, declarou nesta segunda-feira que o acordo é “um enorme alívio para as montadoras britânicas que exportam para esse mercado de importância crítica”.
“Ele reduz imediatamente as tarifas punitivas que paralisaram o mercado de exportação para os EUA e ameaçavam a viabilidade de algumas das marcas mais icônicas da indústria britânica”, afirmou em nota.
Os Estados Unidos têm superávit na balança comercial de bens com o Reino Unido, ou seja, exportam mais produtos para o Reino Unido do que importam. Os automóveis são o principal item exportado pelos britânicos para os EUA, que hoje são o maior comprador global de carros do Reino Unido. No ano passado, 27,4% de todas as exportações britânicas de veículos tiveram como destino os EUA.
A nova faixa tarifária, de 10% a 25%, representa uma redução expressiva em relação à tarifa de 50% anteriormente aplicada a veículos importados de outros parceiros comerciais dos EUA.
O acordo também eliminará tarifas sobre o setor aeroespacial do Reino Unido.
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Siga o Times | CNBCPorém, Londres ainda tenta reduzir as tarifas sobre metais industriais estratégicos.
Embora o Reino Unido seja o único país atualmente com uma tarifa preferencial de 25% sobre exportações de aço e alumínio aos Estados Unidos, frente aos 50% cobrados de outros parceiros, os dois países discutem uma possível redução para 0% nas tarifas sobre o aço britânico. Os EUA são o quarto maior mercado de exportação de ferro e aço do Reino Unido.
O governo britânico afirmou nesta segunda-feira que “continuará avançando em direção à tarifa zero sobre produtos siderúrgicos essenciais, conforme acordado”.
No entanto, as negociações têm esbarrado na regra americana de “melt and pour” (fundido e moldado), segundo Jon Carruthers-Green, analista de mercado de aço da consultoria MEPS International. A norma, implementada na administração anterior, define que um produto só é considerado de origem britânica se for fundido e moldado no Reino Unido.
Esse não é o caso de muitos produtos semiacabados que chegam à principal planta da Tata Steel no País de Gales, cuja matéria-prima é proveniente de outras unidades da empresa, como as da Índia e dos Países Baixos.
“A decisão final é da Tata, e a empresa não deixará de importar esse material de outros países. Então, a única saída para o Reino Unido pode ser a negociação de acordos com outros países ou para o restante da indústria”, afirmou Carruthers-Green.
O anúncio inicial das tarifas por Trump provocou um salto imediato nos preços do aço nos EUA, que seguem elevados mesmo após alguma desaceleração.
“Ásia e Europa ainda enfrentam excesso de capacidade, o que tem pressionado os preços… na Europa, isso significa que a indústria siderúrgica está realmente em dificuldades”, observou Carruthers-Green.
Também nesta segunda-feira, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer classificou o acordo como “histórico”, afirmando que ele ajudará a “proteger setores-chave vitais para nossa economia” e a preservar empregos.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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