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Tarifa dos EUA exige atenção ao caixa e diversificação para proteger pequenas empresas

Publicado 17/07/2026 • 11:02 | Atualizado há 4 dias

KEY POINTS

  • Medidas do governo podem aliviar parte dos impactos, mas não eliminam os riscos para pequenos e médios negócios.
  • Empresas que não exportam diretamente também podem sofrer efeitos por integrarem cadeias produtivas afetadas.
  • Conaje recomenda atenção ao fluxo de caixa, diversificação de clientes e busca por novos mercados.

As medidas anunciadas pelo governo para reduzir os impactos da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos podem amenizar parte dos efeitos, mas não eliminam os riscos para pequenas e médias empresas, afirmou nesta terça-feira (17) Willyan Francescon, vice-presidente da Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Mesmo sem exportar diretamente para os Estados Unidos, pequenos negócios podem ser afetados pela desaceleração de clientes inseridos na cadeia produtiva. O dirigente defende atenção ao fluxo de caixa, diversificação da carteira de clientes e busca por novos mercados para reduzir a exposição ao cenário.

O anúncio da sobretaxa norte-americana acendeu o alerta entre empresários, especialmente aqueles que dependem de setores exportadores. Para Francescon, embora as medidas apresentadas pelo governo tragam algum alívio, a adaptação exigirá planejamento. “O pequeno empresário tem sim que acreditar. Essas medidas vêm ajudando um pouco a minimizar os impactos, mas ele precisa ser muito atento ao fluxo de caixa“, afirmou.

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Segundo ele, muitos empreendedores ainda não percebem que podem ser atingidos indiretamente pelas restrições comerciais. “Quando começa a atacar a cadeia produtiva, pode sobrar sim para o pequeno empresário“, disse.

Impacto indireto

Francescon explicou que empresas de menor porte costumam sofrer os reflexos da crise quando grandes clientes reduzem produção ou encerram atividades. Como exemplo, citou o caso de um associado que perdeu um importante contrato após a falência de uma indústria do setor de alimentos.

Na avaliação do dirigente, a estratégia do governo de buscar novos mercados para produtos brasileiros é positiva, mas seus efeitos tendem a ocorrer apenas no médio e longo prazo. Enquanto isso, empresários precisam reforçar o planejamento financeiro e evitar concentração excessiva da receita em poucos clientes.

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Além do tarifaço, ele lembrou que fatores como os juros elevados e a implementação da reforma tributária aumentam a pressão sobre o caixa das empresas.

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Mercado interno ajuda, mas não resolve

Para Francescon, o fortalecimento do mercado interno pode funcionar como uma alternativa imediata para reduzir perdas, principalmente para empresas que atendem cadeias exportadoras.

Apesar disso, ele avalia que abandonar o mercado internacional seria um erro estratégico. Segundo o vice-presidente da Conaje, a diversificação de compradores é mais eficiente do que concentrar as vendas em um único destino.

Ele ressaltou que uma balança comercial favorável continua sendo importante para o crescimento econômico e para o desenvolvimento das empresas brasileiras.

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Diversificação reduz riscos

O dirigente afirmou que o principal aprendizado para pequenos e médios empresários é evitar dependência excessiva de poucos clientes ou de um único mercado.

Segundo ele, a lógica vale tanto para empresas quanto para o próprio Brasil, que deve ampliar o número de parceiros comerciais para reduzir a vulnerabilidade diante de medidas unilaterais de outros países.

O mercado interno faz parte de uma estratégia, mas a gente não pode depender de uma fonte de receita só. Empreender é tomar risco, mas sempre riscos calculados. Precisamos buscar outros compradores para que isso não aconteça mais para a frente novamente“, concluiu.

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