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Tensão no Estreito de Ormuz gera paralelos com crises do petróleo dos anos 70
Publicado 15/05/2026 • 18:08 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 15/05/2026 • 18:08 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A escalada das tensões no Oriente Médio e o risco sobre o Estreito de Ormuz reascenderam paralelos históricos com as crises do petróleo da década de 70, mas o cenário atual revela mudanças estruturais profundas na economia global, disse Fernanda Rocha, assessora de investimentos da Monte Bravo, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
“Naquela época, a gente tinha um problema gravíssimo: para conseguir petróleo, a gente tinha que se endividar em dólar. Hoje, o Brasil é autossuficiente e nossa dívida em outras moedas é muito controlada, sendo a maior parte em real”, explicou a acessora.
A dinâmica geopolítica do “Petrodólar” também vive uma transformação histórica após o encerramento de acordos que datavam de 1974. “Desde 2024, vemos o petróleo sendo vendido em outras moedas e tem crescido muito o ‘petroyuan’. Os Estados Unidos não são mais o melhor cliente dos países do Golfo; quem ocupa esse lugar hoje é a China”, destacou Rocha.
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Siga o Times | CNBCEssa mudança no fluxo global de capitais pode gerar dificuldades para a maior economia do mundo, especialmente na rolagem de dívidas que superam 3 trilhões de dólares (R$ 15,03 trilhões) em crédito privado. “O ponto preocupante é menos dinheiro indo para os Estados Unidos. Se as empresas não conseguem rolar suas dívidas, isso pode startar um efeito dominó preocupante para quem tem patrimônio concentrado lá”, alertou.
Para o investidor que busca proteção, o cenário de possível “estagflação” (recessão combinada com inflação de custos) exige estratégias voltadas para o juro real. “O Banco Central não tem botão para ajustar inflação de choque de oferta. A forma de se proteger e garantir remuneração do capital é buscar bons títulos atrelados ao IPCA+, garantindo ganho acima da inflação”.
“Você pode ter conta nos Estados Unidos, mas buscar títulos públicos de outros países estáveis. É preciso olhar para onde o ‘rio do dinheiro’ está correndo agora, que inclui mercados na Ásia e outras jurisdições”, concluiu.
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