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Dólar salta 1,63% e ultrapassa os R$ 5 com risco inflacionário e piora nas expectativas para o Oriente Médio

Publicado 15/05/2026 • 17:50 | Atualizado há 47 minutos

KEY POINTS

  • Investidores estrangeiros passaram a rever apostas em uma possível melhora do cenário fiscal brasileiro com alternância de poder
  • Tensões entre EUA e Irã e a alta dos juros dos Treasuries fortaleceram o dólar globalmente e elevaram a aversão ao risco nos mercados emergentes
  • Abertura da curva de juros dos EUA favoreceu moeda americana em detrimento das emergentes

Steven Depolo / Creative Commons

Fechamento do dólar

O dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (15) em alta de 1,66%, aos R$ 5,06, em novo repique após a leve recuperação registrada na última quinta-feira (14). A cotação da moeda americana diante do real voltou a subir com o prolongamento da guerra entre Estados Unidos e Irã e o subsequente avanço dos preços do barril de petróleo.

Para Felipe Corleta, sócio da Brasil Wealth, apesar de a semana ter sido marcada pelo aumento da percepção de risco político no Brasil, o pregão desta sexta refletiu principalmente o cenário internacional.

“O mercado está muito sensível ao exterior. Você teve uma abertura forte das curvas de juros no mundo inteiro, com os Treasuries subindo bastante e uma preocupação crescente com inflação”, afirmou em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

O analista destacou que os rendimentos dos títulos de 30 anos do Tesouro americano superaram os 5%, nível que não era visto desde 2007. O movimento ocorre em meio à persistência das tensões no Oriente Médio, especialmente em torno do Irã e do Estreito de Ormuz, além de novos dados inflacionários mais fortes nos Estados Unidos.

A inflação ao produtor americana atingiu o maior nível desde 2022, reforçando a percepção de que o Federal Reserve pode interromper o ciclo de cortes de juros. “Alguns investidores já falam até na possibilidade de novas altas de juros nos Estados Unidos em 2027”, disse Corleta.

Corleta afirmou que o investidor estrangeiro já começou a reduzir exposição ao Brasil. Segundo ele, cerca de R$ 17 bilhões deixaram o mercado brasileiro entre 15 de abril e 12 de maio, o equivalente a aproximadamente 25% do capital estrangeiro que havia ingressado no país neste ano.

“O estrangeiro olha para o Brasil e vê eleição, juros que podem não cair, deterioração no mercado de crédito e aumento das incertezas. Então prefere esperar mais clareza antes de voltar a investir”, afirmou.

O analista destacou que os rendimentos dos títulos de 30 anos do Tesouro americano superaram os 5%, nível que não era visto desde 2007. O movimento ocorre em meio à persistência das tensões no Oriente Médio, especialmente em torno do Irã e do Estreito de Ormuz, além de novos dados inflacionários mais fortes nos Estados Unidos.

Uma nova reportagem do site The Intercept mostrou que Eduardo era o produtor-executivo da produção, responsável pela administração financeira da obra, ainda que tenha negado qualquer envolvimento na véspera. A revelação acontece na esteira do mesmo veículo divulgar áudios que sugerem uma ligação entre o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro.

O noticiário tem gerado um sentimento de aversão ao risco no Brasil em razão das incertezas quanto à corrupção no País. Segundo Filipe Isac, sócio da Next Gen Capital, o mercado passou a enxergar um risco político e fiscal maior após a repercussão envolvendo o até então presidenciável mais competitivo do campo da direita.

“O investidor estrangeiro vinha precificando um cenário de menor risco para o Brasil, apostando na possibilidade de uma mudança de poder que pudesse trazer uma condução fiscal mais equilibrada do que a atual. Com esse novo ruído político, parte dessa narrativa perde força. O mercado volta a considerar uma chance maior de continuidade do atual governo e, consequentemente, de um risco fiscal mais elevado para o país”, explica.

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