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Terremoto na Colômbia já deixou 224 mortos e mais de 3 mil desaparecidos
Publicado 11/08/2026 • 17:04 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 11/08/2026 • 17:04 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: AFP
O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10) deixou ao menos 224 mortos e mais de 3 mil desaparecidos, segundo dados divulgados pela Reuters até as 14h30 (horário de Brasília). O tremor provocou danos em milhares de imóveis no oeste do país e mobilizou equipes de emergência em uma operação de busca por sobreviventes.
Os trabalhos de resgate foram retomados nesta terça-feira (11) em dezenas de municípios das áreas mais afetadas. Equipes especializadas, militares, voluntários e familiares trabalham entre os escombros em busca de pessoas que possam estar presas sob estruturas que desabaram.
De acordo com o Serviço Geológico da Colômbia, o tremor foi o mais forte registrado no país nos últimos dez anos.
O epicentro, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), ocorreu a cerca de 4,8 quilômetros a leste de San José del Palmar, município com aproximadamente 5 mil habitantes no departamento de Chocó, uma das regiões mais pobres da Colômbia.
O terremoto ocorreu por volta das 7h34 no horário local e foi sentido em diversas partes do país. Os maiores impactos, porém, foram registrados em cidades localizadas próximas ao sopé da Cordilheira dos Andes.
Cali, terceira maior cidade colombiana, registrou danos significativos. Pereira e Manizales, importantes centros da região cafeeira, também foram atingidas.
Bogotá e Medellín, as duas maiores cidades do país, sentiram o tremor, mas aparentemente ficaram fora das áreas com maior destruição.
Ao todo, cerca de 1,6 mil edifícios foram reportados como danificados ou destruídos. Em diversos pontos, equipes de resgate e moradores retiraram manualmente blocos de concreto e outros materiais para tentar encontrar sobreviventes.
O abalo também foi sentido em países vizinhos, como Panamá, Equador e Venezuela. Até o momento, porém, não foram registrados danos graves nesses territórios.
Em Cali, as equipes de emergência concentram os esforços em dez prédios que desabaram e onde ainda pode haver pessoas presas.
O prefeito Alejandro Eder informou que os trabalhos de resgate seguem concentrados nas áreas mais críticas. Em Bogotá, o prefeito Carlos Fernando Galán afirmou que a capital se preparava para enviar equipes especializadas às regiões atingidas.
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Siga o Times | CNBCEspecialistas ressaltam que o tempo é um fator decisivo em operações desse tipo. Embora não exista um limite exato para a sobrevivência de uma pessoa sob os escombros, as primeiras 72 horas são consideradas especialmente importantes para as equipes de resgate.
Os danos estruturais atingiram quase 5 mil casas, segundo a agência humanitária das Nações Unidas. Desse total, 387 foram completamente destruídas. Outros 61 edifícios também desabaram.
O governo colombiano informou ainda que 18 unidades de saúde e 52 escolas sofreram danos.
Em Cali, pelo menos 26 edifícios desabaram, segundo a prefeitura. Na cidade de Calima El Darién, ao norte da capital do departamento de Valle del Cauca, um hospital desabou, enquanto outra unidade de saúde ficou sobrecarregada pela quantidade de vítimas.
Pereira e Manizales também registraram danos em estruturas e edifícios. Aeroportos das duas cidades tiveram suas operações afetadas. A autoridade de aviação civil colombiana determinou a suspensão de atividades em alguns terminais enquanto equipes avaliam possíveis danos estruturais.
O desastre ocorre apenas três dias depois da posse do presidente colombiano Abelardo De La Espriella, que declarou estado de emergência para enfrentar as consequências do terremoto.
O episódio representa o primeiro grande teste de sua administração. O advogado, de direita e sem experiência política anterior, assumiu a Presidência na sexta-feira (7), após vencer a eleição realizada em junho.
Após o terremoto, De La Espriella cancelou compromissos de viagem e afirmou que acompanharia pessoalmente a resposta do governo à emergência em Bogotá.
Em uma publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que o Estado estava presente nas regiões atingidas e que as autoridades trabalhavam para atender as vítimas.
Enquanto as equipes avançam nas buscas, autoridades colombianas ainda avaliam a extensão total dos danos provocados pelo terremoto. O número de mortos e desaparecidos pode aumentar à medida que os trabalhos de resgate e identificação das vítimas avancem.
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