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Trump ameaça “explodir” Irã e coloca mercado de energia em alerta global

Publicado 23/05/2026 • 13:18 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Donald Trump afirmou que pode decidir até domingo se retoma ofensiva contra o Irã.
  • Negociações mediadas pelo Paquistão tiveram avanços, mas EUA mantêm pressão sobre Teerã.
  • Mercado monitora risco no Estreito de Ormuz, rota de 20% do petróleo global.
EUA x Irã

Foto: Canva

EUA x Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom nas negociações com o Irã e afirmou que pode decidir até domingo (24) se retomará a ofensiva militar no Oriente Médio. A fala, publicada pelo site Axios, aumentou a tensão em torno de um possível acordo de cessar-fogo e reacendeu preocupações sobre o impacto da guerra no petróleo, na inflação global e nos mercados financeiros.

“Ou chegamos a um bom acordo ou vou explodi-los em mil infernos”, disse Trump ao comentar a proposta mais recente enviada por Teerã.

A declaração ocorre em um momento considerado decisivo para as negociações entre Estados Unidos e Irã, mediadas pelo Paquistão. Apesar da ameaça, autoridades dos dois lados indicaram avanços diplomáticos nas últimas 24 horas.

Segundo a agência Reuters, o governo iraniano afirmou estar na fase final de elaboração de um protocolo de entendimento com Washington, enquanto o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse existir a possibilidade de um anúncio “ainda hoje, amanhã ou nos próximos dias”.

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Mercado acompanha risco no Estreito de Ormuz

O principal temor do mercado internacional envolve o Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.

Trump já havia ameaçado endurecer as ações contra o Irã caso Teerã mantenha restrições na região. O bloqueio parcial da rota durante o conflito elevou a volatilidade do petróleo nas últimas semanas e pressionou expectativas de inflação, especialmente nos Estados Unidos.

Para investidores, qualquer escalada militar pode provocar novos choques nos preços da energia, afetando combustíveis, cadeias logísticas e decisões de juros dos bancos centrais.

O cenário também coloca pressão sobre o Federal Reserve, o banco central americano, em um momento de desaceleração econômica global e inflação ainda resistente nos EUA.

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Paquistão assume papel central nas negociações

O Paquistão se tornou o principal mediador do conflito ao atuar como ponte diplomática entre Washington e Teerã.

Neste sábado (23), o chefe do Exército paquistanês, marechal Syed Asim Munir, se reuniu com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e outras autoridades em Teerã. Segundo comunicado militar paquistanês, as conversas tiveram avanços “encorajadores” rumo a um entendimento final.

Além da aproximação diplomática com o Irã, Islamabad mantém relações estratégicas com os Estados Unidos, o que ampliou o peso do país nas negociações.

De acordo com a Reuters, as discussões giram em torno de um documento com 14 pontos proposto pelo governo iraniano para encerrar o conflito.

Irã fala em protocolo final, mas mantém ameaças

Mesmo indicando avanço nas negociações, o governo iraniano afirmou que continuará defendendo seus “direitos legítimos” caso os Estados Unidos retomem os ataques.

O presidente do Parlamento iraniano e negociador-chefe, Mohammad Bagher Qalibaf, declarou que o país reconstruiu capacidades militares durante o cessar-fogo e alertou para consequências “mais duras” em caso de nova ofensiva americana.

Ao mesmo tempo, Teerã tenta transformar o cessar-fogo atual em um acordo definitivo que reduza o risco de novos confrontos na região.

A expectativa do mercado agora se concentra nos próximos dias, período que pode definir se o Oriente Médio caminha para um acordo diplomático ou para uma nova escalada militar com impacto direto sobre petróleo, inflação e bolsas globais.

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