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Trump eleva o tom e ameaça Irã com “medidas muito duras” contra execução de manifestantes
Publicado 13/01/2026 • 22:04 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 13/01/2026 • 22:04 | Atualizado há 10 meses
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REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (13) que o país adotará represálias severas caso o regime de Teerã inicie o enforcamento de manifestantes.
Em entrevista, o líder americano reagiu a relatos sobre a execução iminente de Erfan Soltani, um professor de 26 anos condenado após os recentes atos contra o governo islâmico.
A organização humanitária Hengaw e o Departamento de Estado dos EUA alertaram que a sentença de morte de Soltani deve ser cumprida nesta quarta-feira (14). Trump enfatizou que, se o regime de Ali Khamenei optar por esse caminho, a resposta de Washington será contundente. “Vamos tomar medidas muito duras se fizerem esse tipo de coisa”, advertiu o presidente.
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Questionado sobre a natureza dessas medidas, Trump citou como exemplo a “obliteração completa” da infraestrutura nuclear iraniana em junho de 2024, que, segundo ele, foi eliminada em 15 minutos. Ele também relembrou as mortes de Abu Bakr al-Baghdadi e do general Qasem Soleimani como provas da capacidade de ação militar cirúrgica e letal dos Estados Unidos.
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Siga o Times | CNBCO presidente também utilizou suas redes sociais para incentivar a continuidade dos protestos, afirmando que “a ajuda está a caminho”. Embora não tenha detalhado o apoio militar, Trump sugeriu que os EUA podem oferecer assistência econômica direta ao povo iraniano, contornando o regime, e ameaçou com tarifas de 25% qualquer país que mantenha negócios com Teerã.
O cenário interno no Irã é de extrema repressão, com um bloqueio total à internet e estimativas de que cerca de 2.000 pessoas já morreram nos confrontos. Segundo relatos, mais de 10.600 cidadãos foram presos. Trump destacou que o objetivo final das ações americanas é “vencer”, sinalizando que não aceitará a execução em massa de civis pelas forças de segurança iranianas.
A comunidade internacional observa a situação com cautela, enquanto o Brasil se manifestou lamentando as mortes, mas reforçando o apoio à soberania do Irã. A tensão atinge o nível mais crítico desde o início das manifestações, com a ameaça de Washington colocando o regime de Khamenei diante de uma possível nova intervenção militar ou um isolamento econômico ainda mais profundo.
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