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Trump avança com projeto de arco do triunfo em Washington após aprovação federal
Publicado 21/05/2026 • 21:43 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 21/05/2026 • 21:43 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Divulgação
Projeto do Arco do Triunfo em Washington, D.C..
A Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (21) o projeto do arco do triunfo que o presidente Donald Trump quer construir em uma das entradas de Washington, D.C., capital americana.
Os comissários, todos nomeados por Trump, aprovaram o design apesar da forte oposição pública. A aprovação representa uma etapa importante para o avanço do projeto.
O arco faz parte de uma série de obras que o presidente republicano pretende realizar em Washington, ao lado de iniciativas como a construção de um salão de baile na Casa Branca, em uma tentativa de deixar sua marca na cidade.
Trump afirmou que algumas dessas intervenções, como a aplicação de um revestimento azul no espelho d’água do Memorial Lincoln, ajudarão a embelezar a capital para as celebrações de 4 de julho, data que marcará os 250 anos da independência dos Estados Unidos.
A Comissão de Belas Artes já havia aprovado o conceito do monumento em sua reunião mensal de abril.
Segundo o projeto apresentado à agência federal, o arco teria 76 metros de altura, desde a base até a tocha erguida por uma figura semelhante à Estátua da Liberdade no topo da estrutura. A escultura seria acompanhada por duas águias e protegida por quatro leões dourados na base.
As frases “One Nation Under God” (“Uma Nação Sob Deus”) e “Liberty and Justice for All” (“Liberdade e Justiça para Todos”) seriam gravadas em letras douradas nos dois lados do monumento.
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O projeto também prevê um mirante público no topo, oferecendo visão panorâmica de 360 graus da região.
O vice-presidente da comissão, o arquiteto James McCrery II, afirmou em abril que preferia o arco sem as esculturas no topo. A retirada desses elementos reduziria a altura do monumento em cerca de 24 metros.
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Siga o Times | CNBCCríticos do projeto, incluindo a maioria das pessoas que enviaram comentários públicos em abril, argumentam que o arco seria mais alto do que qualquer outro monumento da capital e dominaria a paisagem urbana de Washington.
Com 76 metros de altura, o arco seria significativamente maior que o Memorial Lincoln, que possui cerca de 30 metros, e teria aproximadamente metade da altura do Monumento a Washington, obelisco de 169 metros.
McCrery também recomendou a remoção dos leões na base, argumentando que o animal “não é nativo do continente norte-americano”. Além disso, criticou os planos para um túnel subterrâneo destinado aos pedestres que visitariam o monumento, previsto para ser construído em uma rotatória entre o Memorial Lincoln e o Cemitério Nacional de Arlington, na Virgínia.
Um grupo de veteranos e um historiador entraram com uma ação judicial na Justiça Federal para tentar barrar a construção. Eles alegam, entre outros pontos, que o arco prejudicaria a linha de visão entre o Memorial Lincoln e a Arlington House, localizada no Cemitério Nacional de Arlington.
Trump e o secretário do Interior, Doug Burgum, defendem que Washington é a única grande capital do Ocidente sem um arco monumental desse tipo. O Departamento do Interior supervisiona o Serviço Nacional de Parques, responsável pela área onde Trump pretende erguer o monumento.
A reforma do espelho d’água do Memorial Lincoln também virou alvo de uma disputa judicial. A organização The Cultural Landscape Foundation acusa o governo de violar leis federais de preservação histórica ao pintar o fundo do espelho d’água de azul sem passar pelos processos de revisão necessários.
Em uma ação apresentada na semana passada, a entidade afirma que as mudanças fazem parte de um esforço mais amplo de Trump para promover reformas drásticas em Washington sem a devida análise técnica e histórica, alterando o caráter simbólico da região.
Uma audiência sobre o caso estava marcada para a tarde desta quinta-feira em um tribunal federal em Washington.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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