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Trump e Netanyahu divergem sobre estratégia para encerrar conflito com o Irã

Publicado 02/06/2026 • 20:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estariam em desacordo sobre a estratégia para encerrar o conflito, iniciado com coordenação entre os dois países há três meses, segundo o The Wall Street Journal.
  • Trump busca um acordo que inclua reabertura do Estreito de Ormuz, contenção do programa nuclear iraniano e redução das tensões energéticas globais. Já Netanyahu mantém postura mais agressiva, ampliando operações contra o Hezbollah, grupo aliado do Irã.
  • Trump enfrenta pressão política doméstica para encerrar o conflito e conter impactos econômicos, enquanto Netanyahu sofre pressões internas por respostas militares mais duras após ataques com drones. As divergências teriam gerado atritos diretos entre os dois líderes, segundo relatos do WSJ e divergências de versões em veículos como o N12News.

Joyce N. Boghosian/White House

Foto de arquivo - 07/04/2025. O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mostram divergência sobre como encerrar o conflito contra o Irã, após iniciarem a guerra contra o país persa com um nível de coordenação sem precedentes há três meses.

Trump quer um acordo diplomático que reabra o Estreito de Ormuz, elimine o urânio enriquecido do Irã e ponha fim a um conflito que elevou os preços da energia e dividiu sua base política, segundo o The Wall Street Journal. Netanyahu, por outro lado, enfrenta pressão interna para intensificar as operações militares contra o Hezbollah, o mais importante representante regional do Irã e um grupo terrorista designado pelos EUA.

Nesta terça-feira, o premiê israelense manteve o tom belicoso ao dizer que o regime iraniano está destinado a “desaparecer do mundo” e que Isael ajudará a alcançar esse objetivo.

Ainda segundo o WSJ, as divergências ficaram claras na sexta-feira, quando Trump reuniu assessores na Sala de Situação da Casa Branca e disse que queria uma proposta de paz melhor do Irã, com garantias de que o país jamais buscaria uma arma nuclear e clareza sobre como descartar seu urânio enriquecido, segundo autoridades americanas. Era uma exigência urgente, já que Trump havia acabado de dizer publicamente que um acordo estava próximo.

Mas Netanyahu determinou uma grande operação no Líbano contra o Hezbollah após uma série de ataques mortais com drones pelo grupo xiita. Trump foi informado de que uma escalada ali poderia descarrilar as negociações de paz com o Irã, disseram autoridades dos EUA.

Na segunda-feira, Trump falou com Netanyahu em duas ligações telefônicas tensas, disseram duas pessoas familiarizadas com o assunto. Trump exigiu que Israel interrompesse os ataques a Beirute em ambas as conversas, segundo essas pessoas.

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Mas a segunda ligação escalou quando Netanyahu insistiu em atacar o Hezbollah. Trump, com a voz elevada de raiva, disse que Netanyahu tinha de obedecer porque estaria na prisão sem o apoio da Casa Branca, segundo as pessoas ouvidas pelo WSJ. Netanyahu enfrenta um julgamento de corrupção em andamento em Israel, e Trump pediu repetidamente que ele fosse perdoado.

O N12News, no entanto, informou que Trump não fez comentários pessoais sobre prisão nem afirmou que Netanyahu é odiado globalmente. Trump observou que defender a posição global de Israel é difícil e gera ódio, informou o canal.

Trump está sob pressão para encerrar uma guerra que elevou os preços da energia e expôs divisões dentro de seu movimento MAGA, com vozes influentes como Tucker Carlson questionando o apoio dos EUA a Israel.

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Netanyahu, por sua vez, enfrenta eleitores que exigem ação mais dura contra o Hezbollah, cujos ataques com drones mataram soldados israelenses e levaram repetidamente moradores do norte de Israel a buscar abrigos.

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