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Trump retoma disputa sobre Canal do Panamá e mira influência chinesa na rota marítima

Publicado 01/07/2026 • 21:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Presidente dos EUA afirmou que não aceitará controle chinês sobre o Canal do Panamá.
  • Republicano voltou a defender que a via deveria estar sob comando americano por ter sido construída pelos EUA.
  • Declaração foi feita durante visita à biblioteca dedicada ao ex-presidente Theodore Roosevelt.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a colocar o Canal do Panamá no centro da disputa geopolítica com a China ao afirmar, nesta quarta-feira (1º), que não permitirá que Pequim assuma o controle da rota marítima. Em discurso na Dakota do Norte, o republicano disse que a infraestrutura foi construída por americanos e defendeu que, por esse motivo, deveria permanecer sob comando dos EUA.

A declaração foi feita durante visita à biblioteca presidencial dedicada ao ex-presidente Theodore Roosevelt, figura diretamente associada à criação do canal e à política de expansão da influência americana na América Latina no início do século 20.

Pressão sobre democratas

No discurso, Trump criticou novamente administrações democratas anteriores e afirmou que elas teriam permitido o avanço da influência chinesa sobre a passagem estratégica localizada no Panamá.

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O republicano não apresentou novos detalhes sobre quais medidas pretende adotar, mas reforçou o argumento de que os Estados Unidos não deveriam abrir mão de influência sobre uma rota considerada essencial para o comércio global e para a segurança econômica americana.

História do canal

A construção do Canal do Panamá começou sob forte influência dos Estados Unidos após o fracasso de uma tentativa francesa no século 19. A obra ganhou impulso durante o governo de Theodore Roosevelt, que apoiou a separação do Panamá da Colômbia e garantiu aos americanos o controle da zona onde a via seria construída.

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Inaugurado em 1914, o canal encurtou de forma decisiva as rotas marítimas entre os oceanos Atlântico e Pacífico, reduzindo custos e tempo de transporte para navios comerciais e militares. Por décadas, a passagem foi administrada pelos Estados Unidos, tornando-se um símbolo da presença americana na região.

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O controle da via foi transferido gradualmente ao Panamá após os tratados assinados no fim da década de 1970, durante o governo de Jimmy Carter. Desde 1999, o canal é administrado pelo país centro-americano, mas continua sendo alvo de atenção internacional por sua importância estratégica para cadeias globais de comércio, energia e logística.

Rota estratégica

A fala de Trump ocorre em meio ao aumento da rivalidade entre Estados Unidos e China por influência em infraestrutura portuária, rotas comerciais e corredores logísticos.

Ao associar o canal à disputa com Pequim, o presidente americano busca reforçar a ideia de que a infraestrutura marítima deve ser tratada como tema de segurança nacional, e não apenas como ativo comercial.

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