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Economia Brasileira

Kátia Abreu: Rota Bioceânica surge como alternativa estratégica ao Canal do Panamá e pode reduzir custos logísticos do Brasil

Publicado 04/05/2026 • 14:20 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Projeto conecta Atlântico ao Pacífico e cria novo corredor de exportação direta para a Ásia, com menor custo e tempo.
  • Obra já está 85% concluída e deve operar plenamente até 2028, com impacto relevante no agronegócio.
  • Economia pode chegar a US$ 750 (R$ 3,7 mil) por caminhão de soja, além de aliviar portos brasileiros.

A criação de uma rota alternativa para exportações brasileiras – a chamada “Rota Bioceânica” –, reduzindo custos e dependência de trajetos tradicionais como o Canal do Panamá, coloca o país diante de uma transformação logística estratégica. A avaliação é de Kátia Abreu, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ao analisar o avanço da Rota Bioceânica (Corredor de Capricórnio).

Segundo ela, o projeto representa uma mudança estrutural no comércio exterior brasileiro. “É uma alternativa estratégica fundamental para o Brasil exportar diretamente para a Ásia pelo Pacífico”, afirmou nesta segunda-feira (4), em sua participação no Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Para a especialista, trata-se de um marco recente. “É a segunda grande novidade depois do acordo Mercosul-União Europeia”, destacou.

Corredor liga quatro países e dois oceanos

A rota terá um trajeto rodoviário que atravessa diferentes regiões da América do Sul. “É uma estrada que sai do Porto de Santos, passa por Bauru, cruza o Mato Grosso do Sul até Porto Murtinho e segue por Paraguai, Argentina e Chile”, explicou. O destino final são portos estratégicos no Pacífico. “Ela termina em Antofagasta e Iquique, no Chile”, pontuou.

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Kátia destaca que o projeto cria uma nova lógica logística. “Estamos falando de uma saída direta para o Pacífico, sem depender de rotas congestionadas ou mais caras”, frisou.

Redução de custos e distâncias impulsiona competitividade

Os ganhos econômicos são um dos principais atrativos da iniciativa. “A rota tem cerca de 3.220 km, contra 7.500 km via Canal do Panamá e até 18.000 km pela África”, comparou. Essa diferença impacta diretamente o frete. “A economia pode chegar a US$ 20 a US$ 25 por tonelada no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul”, afirmou.

O impacto é ainda mais evidente no transporte rodoviário. “Um caminhão de 30 toneladas de soja gasta cerca de US$ 3.450 (R$ 17,2 mil) pelas rotas tradicionais e cairia para US$ 2.700 (R$ 13,4 mil) na nova rota”, destacou. “Isso representa uma economia de US$ 750 (R$ 3,7 mil) por caminhão”, acrescentou.

Projeto avança e deve ser concluído até 2027

O estágio das obras é considerado avançado. “Hoje, cerca de 85% da rota já está pronta”, disse. O principal gargalo está na fronteira. “A ponte em Porto Murtinho é a obra mais complexa e deve ser inaugurada ainda neste semestre”, explicou.

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A finalização depende de trechos menores. “Faltam pequenos segmentos no Paraguai e na Argentina, com possibilidade de financiamento pelo BNDES”, apontou. O cronograma já está definido. “A conclusão total deve ocorrer em 2027, com operação plena em 2028”, ressaltou.

Alternativa estratégica em cenário global instável

Kátia compara a iniciativa a estratégias adotadas em contextos de crise. “É uma espécie de redenção logística, como rotas alternativas criadas em conflitos internacionais”, afirmou. A ideia é reduzir vulnerabilidades. “A rota evita dependência do Canal do Panamá e de trajetos longos próximos a zonas de conflito”, explicou.

Além disso, o projeto pode aliviar gargalos internos. “Vai desafogar portos como Santos e Paranaguá, que devem atingir limite entre 2030 e 2035”, destacou.

Interesse internacional e desafios regulatórios

O projeto também desperta atenção externa. “Países asiáticos, especialmente a China, têm grande interesse nessa rota para garantir fornecimento contínuo”, disse. No entanto, ainda há entraves importantes.

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O principal desafio agora é regulatório. “Precisamos harmonizar normas sanitárias e simplificar a documentação aduaneira entre os países”, afirmou. Para ela, essa etapa é decisiva. “Sem isso, a fluidez do transporte pode ser comprometida”, concluiu.

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