CNBC
Logo da Volkswagen.

CNBCAções de montadoras despencam após ameaça de tarifas de Trump por causa da Groenlândia

Mundo

Trump vai a Davos – veja os grandes nomes que não estarão presentes

Publicado 20/01/2026 • 07:50 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participará presencialmente do Fórum Econômico Mundial em Davos pela primeira vez desde 2020, levando consigo a “maior” delegação norte-americana já registrada.
  • No entanto, algumas figuras-chave não constam na lista de presença do WEF, entre elas o presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
  • Segundo um dos parceiros do WEF, neste ano Davos será marcado mais por quem estará presente do que pelos temas centrais em debate.

World Economic Forum/Harold Cunningham

Concerto de abertura com Jon Batiste, músico e compositor da Naht Jona LLC, e Renaud Capuçon, violinista francês, no Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial de 2026 em Davos-Klosters, Suíça, em 19/01/2026

O CEO do J.P. Morgan, Jamie Dimon, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o CEO da Nvidia, Jensen Huang, estão entre o “quem é quem” de líderes políticos, executivos de grandes empresas e pioneiros da tecnologia que seguem para Davos, na Suíça, para a reunião anual do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também participará presencialmente pela primeira vez desde que discursou no fórum durante seu primeiro mandato, em 2020. Seu discurso virtual no ano passado, poucos dias após reassumir a Casa Branca, abalou o evento. Desta vez, ele levará a “maior” delegação dos EUA já enviada, segundo o WEF.

Os organizadores de Davos estão empenhados em destacar os números esperados – “quase 3.000 líderes de diferentes setores”, além de um “recorde” de 400 líderes políticos, 850 presidentes de grandes empresas e 100 pioneiros de tecnologia. Mas um governo no centro de uma tempestade geopolítica não estará presente.

Leia também: Trump viaja para Davos de olho em suas questões internas

Representantes do governo da Dinamarca foram convidados e decidiram não comparecer, informou um porta-voz do WEF na segunda-feira, à medida que a disputa sobre a Groenlândia se intensificou. A decisão reforça o quão tenso deve ser o encontro, que ocorre poucos dias depois de Trump anunciar novas tarifas contra países europeus que resistem à sua tentativa de anexar a ilha ártica.

“Quaisquer decisões sobre participação são uma questão do governo envolvido. Podemos confirmar que o governo dinamarquês não será representado em Davos nesta semana”, disse o porta-voz do WEF em comunicado.

Há grandes nomes entre os que não vão

O presidente da China, Xi Jinping, não consta na lista de presença do WEF, assim como os líderes do Brasil e da Índia.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e a líder da Itália, Giorgia Meloni, também não aparecem na lista do WEF, embora haja relatos de que ambos participarão.

Grandes potências econômicas

Durante uma coletiva de imprensa na semana passada, os organizadores do WEF destacaram que seis dos países do G7 devem enviar representantes, em um movimento “histórico”, segundo o presidente do WEF, Børge Brende.

Em 2025, o único líder do G7 que participou presencialmente de Davos foi o então chanceler alemão Olaf Scholz.

Ao lado do presidente Trump, o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, devem comparecer pessoalmente. Downing Street não confirmou se o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, participará — ele não esteve presente no ano passado —, mas há expectativa de que compareça.

Leia também: Davos 2026: o que é, quais líderes estarão presentes e o que esperar de Trump e Europa

Em uma coletiva de emergência na manhã de segunda-feira, Starmer comentou o anúncio de Trump sobre a escalada de tarifas contra vários países europeus, incluindo o Reino Unido, caso a Groenlândia não seja vendida aos Estados Unidos. Questionado pela BBC se consideraria se reunir com Trump pessoalmente “nesta semana”, Starmer não respondeu diretamente.

A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, deve participar e será entrevistada no programa “Squawk Box Europe”, da CNBC, na quarta-feira.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, não é mencionada na lista do WEF, mas deve permanecer no país, já que anunciou na segunda-feira a convocação de eleições antecipadas para 8 de fevereiro.

“Mais CEOs”

Davos ocorre de segunda-feira à noite até a manhã de sexta-feira. O tema deste ano é “Um espírito de diálogo”, com uma agenda focada em cinco áreas: o ambiente geopolítico, inteligência artificial, clima e natureza, novas fontes de crescimento econômico e “pessoas e preparação”.

Mas o interesse estará em quem vai a Davos, segundo Eric Kutcher, sócio sênior da McKinsey & Company, parceira estratégica do WEF. “Vai ser sobre quem está lá”, disse ele em um vídeo publicado pela empresa. “Muito mais do que sobre os temas em si.”

A delegação de Trump deve incluir o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, além do enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e do assessor Jared Kushner. O presidente está programado para discursar em Davos na quarta-feira.

Leia também: Chanceler da Alemanha diz que vai tentar reunião com Trump em Davos e cita possível retaliação europeia

O fundador do WEF, Klaus Schwab, é um dos grandes nomes que não estarão em Davos. Após comandar o evento por décadas, Schwab deixou o cargo em abril, após uma investigação sobre suposta má conduta. Posteriormente, ele foi inocentado de “irregularidades materiais”.

O CEO da BlackRock, Larry Fink, e o vice-presidente da Roche, Andre Hoffman, foram anunciados como copresidentes interinos do WEF em agosto, e o novo quadro de dirigentes da organização está “fazendo um esforço real para reorientar o WEF economicamente e, com isso, trazer mais CEOs”, disse Kutcher.

Além de Jensen Huang, da Nvidia, estão na lista do WEF o CEO da Microsoft, Satya Nadella, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, e o CEO da DeepMind, Demis Hassabis. Sarah Friar, diretora financeira da OpenAI, também deve participar, mas o CEO da empresa, Sam Altman, não está listado.

Entre os principais temas para os mercados estão os movimentos dos EUA em direção a uma tomada da Groenlândia, a turbulência política na Venezuela e a ameaça de Trump de usar força contra o Irã. Investidores também acompanharão anúncios de empresas de IA, atualizações de bancos centrais e notícias sobre companhias diversificando operações para fora dos Estados Unidos.

Embora alguns políticos de peso não participem, alguns dos líderes que irão – como Javier Milei, da Argentina, e Prabowo Subianto, da Indonésia – “não são figuras pequenas”, segundo Jan Aart Scholte, professor de transformações globais e desafios de governança na Universidade de Leiden, na Holanda. Os governos ainda veem Davos como um espaço para se reunir com empresas, acrescentou.

“O capital global continua sendo uma força importante na política mundial, mesmo que as grandes multinacionais sejam, em geral, menos abraçadas e celebradas do que há 20 ou 30 anos”, afirmou à CNBC por e-mail na segunda-feira.

Quem não está na lista

Embora o WEF diga que “cerca de” 65 chefes de Estado devem participar, além de figuras-chave como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, outros grandes nomes não aparecem na lista.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, não estão programados para discursar. Ainda assim, Brende descreveu a delegação indiana como “forte” e observou que chefes de Estado de outras economias asiáticas, incluindo Indonésia e Paquistão, participarão.

Embora o presidente da China, Xi Jinping, não deva comparecer, Brende disse que uma delegação chinesa “grande” estará presente, incluindo o vice-primeiro-ministro para comércio e finanças, He Lifeng, que deve discursar na terça-feira.

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, governante de fato do país, não consta na lista do WEF. No entanto, vários ministros sauditas, incluindo o ministro das Finanças, Mohammed Al Jadaan, estão programados para conceder entrevistas à CNBC durante o evento.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, disse na segunda-feira que não participará mais após a colisão de dois trens de alta velocidade no sul do país no domingo, que deixou 39 mortos.

Um ex-crítico de Davos marca presença

Nigel Farage, líder do partido de direita Reform UK, deve participar do evento neste ano. Farage já havia chamado Davos de “elitista” e afirmou que os participantes eram “pessoas decidindo nossos futuros em resorts de esqui suíços”, em um vídeo de 2020.

De fato, Davos é visto por alguns como elitista e desconectado da realidade, disse Scholte. “Círculos nacionalistas-populistas costumam ver o WEF como um símbolo de uma elite liberal globalista que desperta sua ira”, afirmou à CNBC por e-mail.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

MAIS EM Mundo

;