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Vieira e Rubio conversam sobre comércio e crime organizado durante reunião do G-7 na França
Publicado 27/03/2026 • 19:04 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 27/03/2026 • 19:04 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Foto: Embaixada do Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou nesta sexta-feira (27), com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Segundo o Itamaraty, eles discutiram questões comerciais e cooperação para combate ao crime organizado.
A chancelaria brasileira relatou que eles mantiveram contato antes do início e também ao final da sessão matinal do segundo dia da reunião de chanceleres do G-7, em Vaux-de-Cernay, na França.
A cena da interação foi flagrada no momento em que os ministros posavam para uma fotografia oficial do G-7. O Departamento de Estado não divulgou nada sobre a conversa.
“Foram tratadas questões comerciais e o diálogo em curso para o aprofundamento da cooperação bilateral no combate ao crime organizado transnacional”, informou o Itamaraty.
O último contato conhecido entre eles havia sido no dia 8, quando se falaram por telefone.
Em relato a deputados, o ministro afirmou que conversou com Rubio, naquele telefonema, sobre a proposta de designação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
O assunto está em discussão no governo Donald Trump. O Departamento de Estado afirmou que considera o PCC e o CV como “ameaças significativas à segurança regional”.
Outros 14 grupos criminosos com atuação na América Latina e no Caribe já receberam a designação de terroristas.
O governo brasileiro teme que a designação, uma decisão unilateral dos EUA, crie base política e jurídica para intervenção militar no Brasil, além de sanções que podem afetar operações de bancos nacionais.
A oposição bolsonarista endossa a designação e explora o tema eleitoralmente para acusar o governo Lula de defender bandidos.
Vieira afirmou ter expressado a Rubio a oposição do governo Lula. “Deixei muito claro que nós não aceitávamos essa classificação”, disse aos parlamentares, quando indagado sobre o telefonema de 8 de março.
Interlocutores da diplomacia brasileira negam que eles tenham voltado ao assunto da designação de PCC e CV durante a nova conversa na França .
Há propostas de acordos sobre questões comerciais, parcerias sobre minerais críticos e uma ideia lançada pelo Brasil para focar no combate ao crime organizado, que esbarrou em demandas do lado americano, não aceitas pelo governo Lula.
Os dois governos discutem esses temas antes de uma prometida visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Donald Trump, em Washington.
A Casa Branca nunca chegou a marcar uma data, embora o governo brasileiro tenha sugerido janelas ao longo de março. Também conforme diplomatas, Rubio não deu indicações de data a Vieira.
Da França, o ministro de Lula manteve o primeiro contato direto, desde o início da guerra no Oriente Médio, com o chanceler do Irã, Abbas Araghchi. A chamada ocorreu na quinta-feira (26).
Vieira estava em Paris quando discou para o ministro das Relações Exteriores do Irã, o principal diplomata do regime islâmico.
Em relato, o Itamaraty afirmou que eles debateram “o atual estágio da guerra no Irã, a situação regional no Oriente Médio, os múltiplos impactos globais do conflito e as perspectivas para uma saída negociada”.
“Mauro Vieira prestou solidariedade pelas vítimas dos ataques militares ao Irã”, informou o ministério.
O chanceler de Lula também manteve conversas diretas com os ministros da Coreia do Sul, Cho Hyun, do Canadá, Anita Anand, da Índia, S. Jaishankar, do Reino Unido, Yvette Cooper, da Alemanha, Johann Wadephul, da França, Jean-Nöel Barrot, e da Ucrânia, Andrii Sybiha.
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