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Wall Street aposta em “Santa Claus Rally” e o mercado observa se 2025 termina em novo recorde
Publicado 22/12/2025 • 07:32 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 22/12/2025 • 07:32 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
À medida que o fim do ano se aproxima, investidores voltam suas atenções para Wall Street em busca de um dos movimentos sazonais mais observados do mercado: o Santa Claus Rally.
O chamado rali ocorre entre os últimos cinco pregões do ano e os dois primeiros do ano seguinte. Em 2025, isso significa do pregão de 24 de dezembro até 5 de janeiro de 2026.
Desde 1950, o S&P 500 registra ganho médio de 1,3% nesse intervalo. Para Jeffrey Hirsch, editor-chefe do Almanac, o padrão segue estatisticamente favorável, mesmo após um início de dezembro mais instável.
“Vimos volatilidade no começo do mês e um fundo em meados de dezembro, algo típico desse período. Isso prepara o terreno para o Santa Claus Rally”, disse Hirsch à CNBC.
O S&P 500 interrompeu uma sequência de quatro quedas com apoio de um CPI abaixo do esperado e do otimismo com a demanda por memória ligada à inteligência artificial, impulsionando ações do setor. Ainda assim, o índice segue levemente negativo no mês, pressionado pela volatilidade nos papéis de IA, embora acumule alta superior a 16% no ano.
Hirsch ressalta que o rali não depende da estabilidade da IA, especialmente diante da rotação para setores como financeiros e industriais, dois dos poucos com desempenho positivo em dezembro.
Segundo ele, o índice ainda pode atingir 7.100 pontos até o fim do ano, o que representaria quase 5% de upside em relação ao último fechamento. A ausência do rali, porém, seria vista como sinal de alerta.
“Não significa um bear market imediato, mas é um warning sign para olhar com mais atenção dados fundamentais, técnicos e sazonais”, afirmou.
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A ampliação do rali é outro fator observado de perto. Bancos superam o mercado em dezembro, enquanto o Russell 2000 e o S&P 500 equal-weight têm desempenho melhor que o índice tradicional, sinalizando menos concentração em big techs.
Para Ross Mayfield, estrategista da Baird, a liderança dos bancos é positiva:
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Siga o Times | CNBC“Isso permite que o sentimento em torno da IA se reajuste sem provocar uma correção brusca de 10% no mercado.”
Setores cíclicos como industriais, materiais e consumo discricionário também ganham tração, reforçando a leitura de confiança no crescimento econômico para 2026.
Apesar do otimismo, o valuation das ações ligadas à IA permanece como principal risco. Brian Mulberry, da Zacks Investment Management, alerta que o mercado precifica investimentos massivos em infraestrutura de IA.
O sinal amarelo recente veio após reportagem do Financial Times indicar que a Blue Owl Capital teria se retirado de um projeto de data center de US$ 10 bilhões da Oracle, citando endividamento elevado e altos gastos com IA.
No Brasil, o padrão sazonal também aparece. Levantamento da Elos Ayta Consultoria mostra que o Ibovespa fechou dezembro em alta em 17 dos últimos 24 anos.
Entre os fatores citados estão liquidez reduzida, reposicionamento de carteiras, entrada de recursos de fim de ano e um ambiente historicamente mais otimista, sem decisões de juros do Federal Reserve ou temporada de balanços.
Em 2025, o índice brasileiro rompeu máximas históricas acima dos 143 mil pontos, enquanto o S&P 500 acumula alta de 15% e 37 recordes no ano.
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O Santa Claus Rally é um padrão sazonal do mercado acionário que descreve a tendência histórica de alta das bolsas durante o período que vai dos últimos cinco pregões do ano aos dois primeiros do ano seguinte. O termo foi popularizado pelo analista Yale Hirsch, em 1972, e desde então passou a ser acompanhado como um termômetro estatístico do comportamento de investidores no fim do ano. O movimento costuma ser associado a liquidez reduzida, ajustes de portfólio, entrada de novos recursos e a um ambiente mais otimista, marcado pela ausência de decisões de juros e balanços corporativos relevantes.
Para o mercado, o Santa Claus Rally importa porque funciona como um indicador antecipado de sentimento para o início do ano seguinte. Historicamente, quando o rali acontece, o mercado tende a iniciar o novo ano em tom positivo; quando falha, é frequentemente interpretado como um sinal de alerta, indicando cautela dos investidores. Embora não seja um previsor isolado de ciclos de alta ou baixa, sua ausência costuma levar gestores a reavaliar fundamentos, riscos macroeconômicos e valuation, especialmente em momentos de elevada concentração setorial — como no atual ciclo liderado por ações ligadas à inteligência artificial.
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