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Com tarifaço dos EUA, China se consolida como parceira estratégica do Brasil, diz CEO da Route Investimentos
Publicado 28/07/2026 • 13:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 28/07/2026 • 13:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A política comercial dos Estados Unidos, após a implementação do tarifaço, trouxe a China como alternativa principal para investimentos, principalmente voltados para as áreas de energia, mineração e tecnologia no Brasil. De acordo com o CEO e cofundador da Route Investimentos, Daniel Borges, o mercado brasileiro está em busca de novos parceiros, uma vez que as tarifas são realidade atualmente.
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Em entrevista ao Times Brasil Licenciado Exclusivo CNBC, durante o programa Real Time, Borges destacou que a presença chinesa no Brasil tende a expandir seu leque para além dos setores tradicionais, impulsionada pela forte competitividade da indústria oriental, que busca novos mercados para diversificar a atuação. Nesse “xadrez geopolítico”, a estratégia brasileira não é substituir a relação com os Estados Unidos, mas, sim, ampliar suas parcerias internacionais para fortalecer a economia local.
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Siga o Times | CNBCDiante desse cenário, o Brasil enfrenta o desafio duplo de equilibrar dependência e competição com o gigante asiático. A economia do país se beneficia ao exportar matérias-primas, mas sofre pressão na ponta dos produtos industrializados de maior valor agregado. O grande objetivo estratégico é defender e fortalecer a indústria de transformação nacional, sem comprometer o canal de commodities, que é fundamental para manter a balança comercial positiva e garantir um crescimento econômico sustentável.
“O Brasil vive uma dependência e uma competição ao mesmo tempo. Vendemos a matéria-prima e ganhamos quando a mineração chinesa vai bem, mas pagamos a conta na pressão do industrializado. O desafio agora é defender a indústria de transformação sem quebrar esse canal de commodities que sustenta a nossa balança comercial”, concluiu Daniel.
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