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Streaming gratuito e plataformas digitais redesenham a disputa pelos direitos esportivos
Publicado 23/06/2026 • 21:52 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 23/06/2026 • 21:52 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
A disputa pelos direitos de transmissão esportiva entrou em uma nova fase com a expansão das plataformas digitais e o avanço do streaming gratuito, especialmente via YouTube. O fenômeno tem alterado hábitos de consumo, ampliado a audiência global e reposicionado o equilíbrio entre TV aberta, TV por assinatura e novos players digitais.
Em entrevista, Élcio Mendonça, CEO da Content Sports e especialista em marketing esportivo, avalia que a transformação ganhou força após a pandemia, quando emissoras tradicionais passaram a ceder parte dos direitos de transmissão. Esse movimento abriu espaço para plataformas digitais e consolidou um modelo baseado em acesso gratuito e transmissão contínua de eventos.
Segundo ele, esse novo formato já mudou a lógica de consumo no esporte. A audiência deixou de ser concentrada em uma única tela e passou a se distribuir entre transmissões, programas paralelos e conteúdos sob demanda. Ele cita que partidas da seleção brasileira chegaram a reunir mais de 40 milhões de dispositivos conectados em uma única transmissão digital, em disputa direta com grandes emissoras.
Apesar do avanço do digital, o especialista afirma que a TV aberta segue relevante no Brasil, sustentada por alcance nacional e gratuidade. Ainda assim, destaca que o streaming gratuito já ultrapassou a TV fechada em diversos eventos esportivos e passou a competir diretamente com a televisão aberta em grandes jogos.
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Siga o Times | CNBCO crescimento do modelo também impacta o mercado de direitos de transmissão. Segundo Mendonça, o aumento de audiência e de concorrência elevou o valor dos pacotes, atraindo mais patrocinadores e ampliando a disputa entre plataformas. Hoje, competições nacionais e internacionais já são exibidas em canais digitais, incluindo campeonatos brasileiros, torneios sul-americanos e ligas europeias.
As federações e ligas, segundo ele, têm reagido de forma positiva ao novo cenário, enxergando maior alcance e novas fontes de receita. Ao mesmo tempo, empresas tradicionais enfrentam o desafio de adaptação, tanto em tecnologia quanto em linguagem, para se aproximar do público digital.
O especialista também aponta que entidades como a FIFA acompanham de perto essa mudança e valorizam cada vez mais o engajamento em redes sociais, mesmo que isso implique abrir mão de parte da receita em determinados mercados para ampliar audiência global.
Para Mendonça, o setor vive uma transição estrutural, em que o modelo de transmissão deixa de ser centrado na televisão e passa a ser definido por alcance, interação e distribuição digital em múltiplas plataformas.
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