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Ibovespa B3 amplia forte queda e fecha em menor valor em quase um mês; dólar sobe para R$ 5,35
Publicado 07/10/2025 • 18:01 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 07/10/2025 • 18:01 | Atualizado há 5 meses
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Ibovespa B3 fecha em forte queda com influência da guerra no Oriente Médio
O Ibovespa B3 encerrou esta terça-feira (7) em queda de 1,57%, aos 141.356,43 pontos, acompanhando o tom negativo dos mercados globais e refletindo a aversão ao risco diante do prolongamento do shutdown nos Estados Unidos, que já dura uma semana e paralisa a divulgação de indicadores econômicos importantes.
Esse é o menor valor de fechamento do índice desde o dia 4 de setembro, quando fechou em 140.993,25 pontos.
O movimento de queda foi ampliado por realizações de lucros após semanas de forte volatilidade e pela pressão de commodities e papéis domésticos sensíveis ao câmbio, em um dia de valorização global do dólar.
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Entre as ações de destaque, Ambipar (AMBP3) desabou 21,98%, a R$ 0,71, ampliando perdas recentes após divulgação de resultados fracos e notícias sobre reestruturação de operações. A PDG Realty (PDGR3) afundou 75%, negociada a R$ 0,01, após movimentos especulativos recentes.
Raízen (RAIZ4) recuou 6,19%, acompanhando a queda do petróleo, enquanto GOL (GOLL54) cedeu 1,15%, diante do dólar mais forte, que pressiona custos do setor aéreo.
O desempenho negativo foi generalizado, com setores de commodities, consumo e infraestrutura entre os mais penalizados. Investidores preferiram reduzir exposição a risco em meio ao cenário internacional incerto e ao avanço das taxas dos Treasuries americanos, que mantêm a renda fixa externa mais atrativa.
No mercado de juros, a Taxa DI para 2029 manteve-se em 14,90%, e o Índice DI avançou levemente, para 52.517,54 pontos, refletindo cautela no mercado de renda fixa. A volatilidade, medida pelo S&P/B3 Ibovespa VIX, ficou praticamente estável, em 15,27 pontos.
O dólar à vista subiu 0,75%, cotado a R$ 5,351, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior e a alta dos rendimentos dos Treasuries. A divisa oscilou entre a mínima de R$ 5,320 e a máxima de R$ 5,353.
O avanço reflete o aumento da aversão ao risco global com a continuidade da paralisação do governo dos EUA, que impede a divulgação de dados cruciais como payroll, CPI e PPI, gerando incertezas sobre a trajetória dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Apesar disso, parte do mercado ainda aposta em novos cortes nas taxas americanas até o fim do ano.
Internamente, o dólar também encontrou suporte em ajustes fiscais e declarações políticas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o diálogo entre Lula e Donald Trump pode destravar acordos comerciais e ambientais, mas reforçou o compromisso com o equilíbrio fiscal e o avanço da reforma tributária.
A alta do IGP-DI, de 0,36% em setembro, e o cenário político internacional conturbado adicionaram prudência às mesas de operação, contribuindo para a busca por proteção cambial.
O mercado segue atento a novas declarações de dirigentes do Fed e às negociações em Washington para encerrar o shutdown. Analistas destacam que a falta de dados oficiais deve manter a volatilidade elevada nos próximos dias, tanto no câmbio quanto na B3.
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