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“Se entendeu algum sinal, entendeu errado”, diz Galípolo, sobre próximos passos do BC
Publicado 12/11/2025 • 16:32 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 12/11/2025 • 16:32 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reafirmou nesta quarta-feira (12) o compromisso da autarquia com a meta de inflação. Ele reforçou que não há sinais na comunicação do BC sobre os passos futuros na condução da política monetária.
“Se você entendeu algum sinal na comunicação sobre o futuro, entendeu errado”, disse.
Ele destacou que a comunicação da autoridade monetária reflete a leitura atual do colegiado, em uma postura “humilde e modesta perante a incerteza”.
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Galípolo disse que entende ser normal o debate sobre o que será – e o que não será feito – nos próximos passos do Banco Central e reforçou a atuação da instituição. “Esse é um BC que tem calcado a sua comunicação em fatos e dependência de dados”, afirmou, durante apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do primeiro semestre, em São Paulo.
Ele disse ainda que, no serviço público, talvez o Banco Central tenha o objetivo “mais claro de todos”, que é perseguir a meta de inflação. “Está bem claro porque estamos com taxa de juros em patamar restritivo”, reiterou.
O presidente do Banco Central reiterou que a política monetária está surtindo efeito na economia, ainda que de forma lenta e gradual.
De acordo com ele, a taxa de juros aumentou o custo de capital para famílias e empresas.
“O aumento do custo de capital não gerou uma queda, mas uma desaceleração no crescimento”, disse Galípolo.
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Galípolo enfatizou que a decisão do BC de incorporar um efeito da isenção do Imposto de Renda (IR) no cenário de referência é preliminar e reflete a postura dependente de dados do BC. “Existe claramente um trade-off entre estar mais dependente de dados e coletá-los para que a gente vá aprendendo com ele e incorporando. Até agora, essa estratégia se pagou”, afirmou.
Ele comparou a incorporação preliminar da medida nas projeções do BC com a incorporação de medidas como o pagamento de precatórios e a liberação de crédito consignado privado. “Vamos continuar assistindo para entender qual é o desdobramento e qual é o impacto efetivo de uma medida como essa, em uma conjuntura como essa descrita no relatório”, ressaltou.
O presidente do BC ainda voltou a repetir que o colegiado segue desconfortável com a desancoragem das expectativas de inflação em todos os horizontes.
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