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Caso Banco Master derruba reputação do STF para o pior nível desde 1988, aponta índice digital
Publicado 08/02/2026 • 07:00 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 08/02/2026 • 07:00 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou, em janeiro de 2026, o menor nível de reputação desde 1988, segundo o Índice de Reputação Digital (IRD), metodologia desenvolvida pela SocialData para avaliar a percepção pública de instituições brasileiras. O motivo dessa queda: como a Corte lidou com o caso do Banco Master, e as polêmicas envolvendo membros do STF que surgiram durante o processo de investigação.
O levantamento atribuiu ao STF um IRD geral de 4,2, classificação considerada “Insuficiente”, a primeira abaixo de 5,0 em toda a série histórica analisada.
De acordo com a pesquisa, o recuo mais recente está associado ao caso Banco Master, ocorrido no fim de 2025, que trouxe à tona questionamentos relacionados a conflitos de interesse envolvendo familiares de ministros, além de críticas à ausência de um código de ética formal e à transparência institucional.
“Observando a evolução da Reputação Digital, podemos identificar que os questionamentos que afetaram a reputação tinham base na percepção de politização (polarização) e ativismo judicial”, avalia Flávio Ferrari, fundador da SocialData. “O caso do Banco Master provocou questionamentos sobre a integridade de alguns membros da Corte e de seus princípios éticos, o que é mais grave, e afeta todas as dimensões reputacionais da instituição”, complementa.
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Ferrari explica que a reputação do STF já vinha sendo gradativamente afetada pela crescente percepção de falta de transparência e ativismo político, bem como pelo crescente volume de decisões monocráticas. “O caso do Banco Master, em curso, é preocupante por afetar a percepção de fatores como ética e integridade, levando a situação a um ponto próximo do crítico.”
No caso da influência do Master no resultado, as dimensões com pior desempenho foram Integridade e Ética dos Membros (2,8), Imparcialidade e Independência (3,0) e Transparência e Abertura (3,2).
Diferentemente das pesquisas tradicionais, que batem de porta em porta, a análise da SocialData mergulha no “pensamento” dos grandes algoritmos de linguagem. O índice reflete a opinião consolidada pelas IAs conversacionais, que hoje funcionam como os novos curadores da verdade digital. Para chegar a esse veredito, os algoritmos não “agem por impulso” – eles filtram a realidade através do rigoroso critério E-E-A-T (Experience, Expertise, Authoritativeness and Trustworthiness – Experiência, Especialização, Autoridade e Confiabilidade).
Para compor esse retrato fiel, a IA atuou como uma superpesquisadora, processando desde documentos oficiais e acórdãos do próprio Tribunal até pesquisas acadêmicas, relatórios de instituições e o termômetro das notícias publicadas pela mídia.
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“É importante observar que a ‘compreensão’ das IAs (interpretação algorítmica) é mais ampla do que a da média das pessoas, porque ela sintetiza a compreensão dos especialistas e da mídia. As IAs conversacionais vêm assumindo o papel de ‘autoridades explicadoras’, e influenciarão a compreensão do público em geral”, aponta Fábio Ferrari.
O principal destaque do estudo é a queda abaixo do patamar mínimo de adequação, indicando uma mudança relevante na avaliação da Corte. Até 2025, mesmo em um contexto de forte polarização política, o STF permanecia classificado como “adequado”, ainda que em declínio gradual.
A análise histórica mostra uma tendência contínua de redução do índice ao longo das últimas décadas. O STF obteve IRD estimado de 7,8 entre 1988 e 2010, período caracterizado por alta legitimidade institucional. O índice caiu para 6,8 entre 2012 e 2015, 5,5 entre 2015 e 2020 e 5,0 no intervalo de 2021 a 2025, refletindo mudanças no ambiente político, maior exposição pública da Corte e controvérsias relacionadas a decisões judiciais.
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Pesquisas de opinião pública citadas no estudo indicam que, em 2025, o Poder Judiciário ocupava a 13ª posição no ranking de confiança entre instituições brasileiras, com índices próximos de 50 pontos, atrás de instituições como Corpo de Bombeiros, escolas públicas e forças de segurança, e à frente apenas de partidos políticos, Congresso Nacional e sindicatos.
O relatório conclui que os dados apontam para uma deterioração consistente da reputação institucional do STF, destacando a importância de medidas voltadas à transparência, governança e padronização de critérios éticos para a recuperação dos níveis históricos de confiança.
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