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Minhas Finanças

Carnaval passou, e agora? 8 dicas para fugir da ressaca financeira

Publicado 23/02/2026 • 15:00 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Quando chega a época de Carnaval, há quem fuja dos bloquinhos e há também quem se jogue com tudo neles.
  • No entanto, difícil mesmo é fugir da "ressaca financeira" gerada por gastos com transporte, alimentação, hospedagem, fantasias, acessórios, bebidas e até entradas para eventos especiais. 
  • Entre trios elétricos, glitter e bebida alcoólica, pode não demorar muito para a fatura do cartão de crédito aumentar e virar uma dor de cabeça pelos meses seguintes. 
Pessoas pulam Carnaval na rua, no bloco Galinho, em Brasília.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil.

Carnaval passou, e agora? 8 dicas para fugir da ressaca financeira

Quando chega a época de Carnaval, há quem fuja dos bloquinhos e há também quem se jogue com tudo neles. No entanto, difícil mesmo é fugir da “ressaca financeira” gerada por gastos com transporte, alimentação, hospedagem, fantasias, acessórios, bebidas e até entradas para eventos especiais. 

Entre trios elétricos, glitter e bebida alcoólica, pode não demorar muito para a fatura do cartão de crédito aumentar e virar uma dor de cabeça pelos meses seguintes. 

Pensando nisso, embora os dias oficiais de Carnaval já tenham passado, vale anotar para as próximas celebrações: “planejamento financeiro é decisão antecipada”, como explicou Luciana Chalela, PhD, professora de Wealth Management na Washington & Lincoln University (EUA) e consultora patrimonial. 

Leia também: Da cultura ao turismo: como o Carnaval 2026 impacta a economia

O Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC conversou com a especialista em finanças para descobrir como evitar a ressaca financeira no pós-Carnaval e outras datas festivas.

4 dicas pré-celebrações

Confira as recomendações de Luciana Chalela:

1. Planeje quanto quer gastar

Datas festivas como o Carnaval são eventos previsíveis. Sendo assim, “o impacto financeiro não vem do gasto em si, mas da ausência de uma decisão prévia sobre quanto gastar durante esse momento de lazer”, pontua a professora de Wealth Management. 

Nesse sentido, ela cita estudos de finanças comportamentais, dos autores Daniel Kahneman e Amos Tversky. Neles, são exploradas as “heurísticas de decisão”, que são os processos cognitivos que funcionam como atalhos mentais para o cérebro quando é preciso tomar decisões rápidas ou resolver problemas difíceis. 

De acordo com o estudo, situações com carga emocional – como celebrações – estão associadas a um gasto financeiro maior do que o inicialmente planejado, justamente pela forma como entendemos a recompensa em situações atreladas à emoção. 

2. Parcelamento só se for estratégico

Para Luciana Chalela, o parcelamento só pode ser usado como forma de eficiência financeira, e não como recurso na ausência de planejamento. 

“Ele é um instrumento de gestão de fluxo de caixa e pode ser utilizado de forma racional por pessoas que possuem orçamento garantido. Entretanto, o problema surge quando o parcelamento é utilizado como forma de adiar o enfrentamento da dívida. Ou seja, uma forma de viabilizar um gasto que não caberia à vista”, explica a especialista. 

Leia também: Varejo recua 8% no carnaval, mas turismo avança nas capitais, mostra ICVA

3. Estipule um teto de gastos

Em geral, estipular um valor máximo a ser gasto em feriados e celebrações é um caminho importante para ajudar a controlar o impulso por prazeres momentâneos. 

“Sem planejamento prévio e definição do orçamento, o prazer imediato tende a ser supervalorizado em relação ao impacto financeiro futuro. Esse é um viés comportamental conhecido como ‘present bias’ ou viés do presente, amplamente estudado por Daniel Kahneman”, ressalta Luciana. 

Isso acontece porque o custo futuro é percebido como distante e abstrato. Por isso, em um cenário de folia, por exemplo, o futuro pode parecer menos relevante do que a experiência sendo vivida. 

Em outras palavras, “uma vez que o cérebro, naturalmente, supervaloriza o agora, as pessoas acabam valorizando o benefício imediato”, reforçou a professora de gestão patrimonial.

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4. Atenção aos microgastos no Carnaval e outros feriados

Algumas latinhas de bebidas podem parecer gastos microscópicos durante a celebração, mas, no final do dia, a soma desses microgastos pode ser alta. 

Isso acontece porque os pequenos excessos são interpretados como possibilidade. Enquanto isso, uma poupança pequena parece um objetivo inatingível. 

“Um dos maiores paradoxos do comportamento financeiro é que muitas pessoas afirmam não conseguir poupar 10% do salário, mas ao mesmo tempo perdem, sem perceber, um percentual 2 ou 3 vezes maior relacionado às compras impulsivas”, pontua Chalela. 

Na verdade, segundo um estudo de Richard Thaler, “as pessoas criam ‘contas mentais‘ distintas para lazer, viagens e experiências, tratando esses gastos como menos relevantes para o orçamento. Já a poupança é percebida como perda imediata de consumo, ativando resistência emocional”, completou Luciana. 

Em épocas como o Carnaval, esse comportamento é ilustrado pela dificuldade de guardar R$ 300,00, que contrasta com a facilidade de gastar o mesmo valor durante um feriado prolongado. 

Outras 4 dicas para o pós-Carnaval

1. Exagerou no Carnaval? Reaja

De acordo com Luciana Chalela, o primeiro passo para quem gastou demais no feriado prolongado é cortar gastos não essenciais e entender qual é o valor total comprometido em relação ao seu orçamento. 

“É preciso primeiro eliminar as dívidas e estruturar um planejamento financeiro para conseguir gerar um crescimento patrimonial”, disse a professora de Wealth Management na Washington & Lincoln University (EUA). 

“Sem ajuste de comportamento, qualquer solução financeira vira apenas adiamento do problema”, reforça a especialista. Por isso, ao pensar em reorganização financeira, a recomendação é:

  • Priorize quitar dívidas;
  • Reduza os compromissos variáveis;
  • E evite novas parcelas.

2. Evite o crédito rotativo

Quando uma fatura não é paga integralmente, o valor entra como crédito rotativo e inclui taxas altas no Brasil. Segundo o Banco Central, a taxa alcançou uma média de 440% ao ano em 2025. Enquanto isso, a taxa média de juros do parcelamento de fatura ficou em 180% ao ano. 

Nesse sentido, Chalela exemplifica: “a 9% ao mês, uma dívida de R$ 1.000 quase triplica em um ano. A 15% ao mês, mais do que quintuplica. O efeito não está apenas na taxa, mas na repetição mensal do juro sobre um saldo cada vez maior”. 

Ou seja, na hora de reorganizar as contas, o critério correto não é a parcela caber “no mês”, mas sim no orçamento dos próximos meses sem comprometer decisões futuras. Ademais, em caso de endividamento, parcelar a fatura deve ser a última alternativa, não a primeira. 

Leia também: Impacto do carnaval no comércio é mais modesto, diz especialista

3. Cuidado com a Reserva de Emergência

Em alguns casos, utilizar parte da reserva para quitar dívidas de alto custo pode ser financeiramente racional. 

“Contudo, isso só faz sentido quando existe um plano de recomposição da reserva. No contrário, o risco é apenas trocar um problema por outro”, alerta a especialista. 

Nesse sentido, Chalela relembra que, em 2019, o Banco Mundial constatou que mais de 70 milhões de brasileiros consideraram impossível levantar cerca de R$ 2.500,00 em um evento de necessidade extrema. “O Brasil é o oitavo país em despreparo financeiro em casos de infortúnios”, completou. 

4. Mudança de mentalidade

Lazer é uma parte essencial da vida humana. Dada sua importância para o bem-estar mental, físico e social, é necessário tratar esses eventos como parte do planejamento financeiro e não como exceção. 

Ademais, “quando gastos pontuais começam a se repetir, quando o cartão vira extensão da renda ou quando datas previsíveis passam a gerar estresse financeiro, o problema já deixou de ser o Carnaval, é estrutural”, alerta a professora. 

Por isso, uma possibilidade para sair desse ciclo é procurar a ajuda de especialistas. “O passo que separa improviso de estratégia é a organização, critério e decisão acompanhada. Quando o dinheiro começa a gerar ansiedade em vez de clareza, é sinal de que já passou da hora de parar de improvisar e buscar estrutura”, disse Luciana. 

Deixando a ressaca financeira do Carnaval

Apesar da “ressaca financeira” e do desespero que ela causa por um momento, o excesso isolado no Carnaval pode não comprometer o ano todo, se for lidado com disciplina. Nesses casos, os ajustes temporários costumam ser mais eficazes do que cortes drásticos e permanentes, visto que essas práticas aumentam a chance de recaída. “Uma mentalidade financeira madura entende o lazer como parte do planejamento, e não como licença para perder o controle. Disciplina é liberdade, não restrição”, concluiu Luciana Chalela. 

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