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‘Sabíamos o que fazer’; Netflix explica por que deixou a disputa pela Warner
Publicado 02/03/2026 • 11:04 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 02/03/2026 • 11:04 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Ted Sarandos/Instagram.
Ted Sarandos, CEO da Netflix.
Em sua primeira declaração desde que abandonou a negociação com a Waner Bros., o co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, afirmou que a decisão de sair da disputa já estava prevista em cenários internos.
Segundo o executivo, a empresa já sabia como reagir assim que recebeu a notificação de uma proposta superior feita pela rival Paramount Skydance.
De acordo com Sarandos, o grupo concorrente assumirá dezenas de bilhões de dólares em dívida para concluir a aquisição, nível de alavancagem que exigirá do CEO David Ellison cortes de US$ 16 bilhões e eliminação de milhares de empregos. “Seria menos produção, menos pessoas trabalhando”, disse, em entrevista à Bloomberg.
Leia também: Ações da Netflix e Paramount avançam após desfecho de disputa pela Warner
A oferta da Netflix enfrentou resistência de sindicatos, políticos e nomes do setor, como o diretor James Cameron, em parte pela histórica relação limitada da empresa com salas de cinema. Ainda assim, Sarandos afirmou que o diálogo recente com exibidores deve resultar em mais lançamentos da plataforma nas telonas.
O executivo afirmou que a companhia definiu previamente o limite máximo que pagaria pela Warner e não alterou substancialmente a oferta, exceto pela opção de pagamento em dinheiro para acelerar o processo. A garantia pessoal apresentada pela rival em um negócio de US$ 111 bilhões, segundo ele, tornou clara a impossibilidade de competir.
Leia também: O livro improvável que o co-CEO da Netflix usa como manual de liderança; confira
Para Sarandos, insistir na disputa poderia reforçar a percepção de que a empresa precisava do ativo. “Somos construtores, não compradores”, afirmou, acrescentando que a probabilidade de buscar outro estúdio nos próximos 6 a 12 meses é baixa e que os US$ 2,8 bilhões previstos serão reinvestidos no próprio negócio.
Questionado sobre a possível união entre Paramount+ e HBO Max, ele minimizou o impacto competitivo e citou participação de audiência medida pela Nielsen. Também observou que a Paramount já tem metade do quadro de funcionários de um ano atrás, sinalizando pressão operacional.
Sarandos afirmou que, apesar do esforço dedicado à transação, a tentativa não prejudicou a operação principal e pode até se mostrar vantajosa para a empresa. Ele concluiu que oportunidades desse porte são raras, mas que a disciplina na gestão do capital dos acionistas deve prevalecer.
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